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Em defesa do Brasil, da
unicidade e do desenvolvimento, nasce a CTB
Congresso de fundação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
reuniu 1300 delegados de mais de 500 sindicatos, entre os dias 12 e 14, em Belo
Horizonte
O Congresso de fundação da CTB (Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do Brasil), reuniu 1.300 delegados de mais de 500 sindicatos das
mais variadas categorias no Sesc Venda Nova, em Belo Horizonte, entre os dias 12
a 14 de dezembro.
“A CTB terá autonomia em relação aos governos, além de
lutar por um projeto de desenvolvimento nacional com distribuição de renda”,
afirmou Wagner Gomes, presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e
ex-vice-presidente nacional da CUT, ao ser conduzido à presidência da mais nova
central brasileira. A entidade tem forte presença da Corrente Sindical Classista
(CSC) - organizada pelo PC do B - que até recentemente atuava na CUT. “A CTB
nasce forte e nela cabem todos os que estão dispostos a construir uma central
aberta, plural, democrática e classista”, destacou Wagner.
Em mensagem enviada ao congresso da CTB, o presidente Lula
desejou boa sorte e fez um apelo pela unidade dos trabalhadores. “Acredito que a
construção de uma agenda única com denominadores comuns entre todos os
sindicatos e centrais, independente de sua cor ou bandeira é a melhor forma de
dar força a pleitos históricos dos trabalhadores. Para mim, e para o governo
federal, a interlocução com sindicatos e centrais é uma obrigação democrática e
uma questão de princípios. E foi exatamente por isso que fizemos questão de
ampliar, qualificar e intensificar as instâncias de diálogo. E tomamos as
medidas necessárias para fortalecer a organização dos trabalhadores, como é o
caso do reconhecimento das centrais - uma reivindicação de 25 anos - e a
participação destas entidades no imposto sindical”, declarou Lula.
Um dos grandes destaques do evento foi a filiação, por
unanmidade, da CTB à Federação Sindical Mundial, que amplia sua
representatividade no Brasil. Houve intensa participação das entidades sindicais
do Uruguai, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, África do Sul, Portugal, França,
Espanha, Grécia, Índia e Nigéria.
Entre outras lideranças, estiveram presentes ao Congresso o
ministro do Esporte, Orlando Silva; o presidente nacional do PCdoB, Renato
Rabelo; o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral; os deputados federais
Chico Lopes (PCdoB-CE) e Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força
Sindical; a secretária de Ciência e Tecnologia de Niterói (RJ), Jandira Feghali,
além de representantes da CGTB, UGT, MST, UNE, Contag, Conam, Unegro e UBM.
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