|
CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Teoria
Na edição 2627 de 12 e 13 de
dezembro de 2007 foi publicado um correio eletrônico de minha autoria
intitulado Socialismo. Em Nota da Redação do bravo Hora do Povo,
responderam-me que: Se o socialismo dependesse só da teoria
marxista-leninista e da militância sindical e estudantil, o capitalismo
seria eterno. Eu, fraternamente, discordo do combativo jornal Hora do Povo.
E me baseio em vários pensadores marxistas que dizem: sem teoria
revolucionária não há práxis revolucionária. Quanto a somente o povo fazer o
construir o socialismo não há dúvida. Mas ele precisa de teoria para
construir a nova sociedade.
Vinícius Cunhasque – Porto
Alegre (SR)
NOTA DA REDAÇÃO: O
problema, caro leitor, é que o povo (estamos falando do conjunto) não tem a
necessidade nem a possibilidade de absorver a teoria revolucionária antes de
tomar o poder, como aliás dizia o próprio autor da frase que você citou:
“sem teoria revolucionária não há prática revolucionária”
FHC e PSDB
Em 2002 o povo brasileiro,
sabiamente, nas urnas, no voto, escorraçou FHC e o PSDB do poder. Em 2006 o
povo brasileiro sabiamente reelegeu o presidente Lula, nas urnas, no voto,
com outra votação histórica. O PSDB de FHC, juntamente com seu rabo, o DEM,
está dedicando todo seu tempo a tentar derrubar o presidente Lula. Tentaram
de tudo, criaram factóides, inventaram mentiras, divulgaram achismos,
calúnias e invencionices. Como não pôde atingir o presidente Lula
diretamente, FHC resolveu magoá-lo prejudicando o povo. E a forma para
conseguir isso seria retirar os recursos destinados a garantir saúde melhor
para o povo. Os senadores da oposição são marionetes de FHC. Prejudicam a
população de propósito. Para eles quanto pior melhor. Não lhes importa se os
governadores vão ficar sem recursos para a Saúde: eles que coloquem a culpa
no presidente Lula, e o povo que se dane. Pensam em voltar ao poder em 2010
fazendo o que sabem fazer melhor: prejudicando o país, arruinando a
economia, fazendo o povo sofrer. Essa atitude tresloucada me faz pensar:
será que FHC está pensando em um terceiro mandato?
Jussara Seixas – correio
eletrônico
Crônica
O Natal está chegando e eu
recebo, no último dia de novembro, assim tão cedo, o meu presente de Natal.
Trata-se da quarta edição, ampliada, do livro “Crônicas de Natal e histórias
da minha avó”, da minha amiga Urda Alice Klueger. É claro que eu já tinha um
exemplar da primeira edição, mas o livro está renovado, com capa nova, novas
crônicas, quatro delas, e eu não podia deixar de lê-las de imediato. Então,
acabo de ler “A Galinha de Vidro”, “O dia em que o Weichnachtsmann apareceu
de verdade”, “Natal em Abril” e “Natal no Cinema”. Urda sabe como ninguém
contar histórias e sendo de Natal, então, nem se fala. “A Galinha de Vidro”
eu já conhecia, fala de perdas e de ausências que doem mais no Natal e eu
sei bem como é; “O dia...” é uma história mágica de um Natal que poderia ter
sido destruído, mas transformou-se no mais bonito, quase como um que eu
conheço; “Natal em Abril” é a história de um Papai Noel que veio fora de
época para mostrar a um menino que a magia do Natal existe. Identifiquei-me
com essa história do rapaz que comprou a bicicleta tão sonhada com o
primeiro salário (e Papai Noel veio para entregá-la), pois Urda pergunta,
entre parêntesis, se o leitor lembra da loja “Hermes Macedo”. Eu lembro,
Urda. Foi lá que eu conheci minha esposa, a mãe de minhas filhas. Um dia
escrevo uma crônica. E “Natal no Cinema” é a crônica sobre um certo Papai
Noel de Urda, que transformou um conto das primeiras edições deste mesmo
livro em filme. E quando leio a crônica sobre o filme “Por causa de Papai
Noel”, lembro que a minha crônica do Natal do ano passado era exatamente
sobre isso: meu presente de 2006 foi poder assistir ao filme, uma obra que
consegue retratar com fidelidade o talento de escritora de Urda, o talento
da diretora em transportar para a tela a excelência literária da escritora
e, além de tudo, mostra um pouco da infância da própria autora do texto. E
lembro, por associação, do CD com músicas de Natal que dei pra Urda naquele
final de 2006, bem no dia em que assistimos junto “Por Causa de Papai Noel”.
O CD, na verdade, é uma seleção que fiz de vinte músicas de Natal
brasileiras, portuguesas, cantadas, orquestradas. Há até duas músicas
interpretadas por um coral de crianças de escola do qual fazia parte minha
filha Daniela, quando era bem pequena. Esse menino que nasce todo dezembro
renova, mesmo, a alma das pessoas, e tudo é motivo para alegrar o coração da
gente. Como as canções natalinas que agradaram tanto a Urda e como as
crônicas de Natal dela que agradam e emocionam tanto a gente.
Luiz Carlos Amorim – correio
eletrônico
|