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Kim Jong Suk
trilhou o caminho da verdade e justiça
Esposa do dirigente da Revolução
Coreana, Kim Il Sung, e mãe do presidente da Coréia Popular, Kim Jong Il, foi a
primeira coreana a assumir a patente de general do Exército Revolucionário
Songun,
palavra coreana originariamente usada pelo grande líder da Coréia, Kim Il Sung
significa para os corea-nos o caminho da verdade e da justiça: a defesa da
Pátria de todo e qualquer tipo de ameaças. Acima de tudo, a Pátria.
À
luz desses princípios Kim Il Sung organizou o exército popular para expulsar os
japoneses que ocupavam o país desde 1905. Há 75 anos, no dia 25 de Abril fundou-se
o exército popular revolucionário precursor do atual Exército Popular da Coréia;
a partir de meados da década de 1930, comandado pelos 3 generais do monte Bektu,
dentre os quais encontrava-se Kim Jong Suk. Tinha grande clareza de estratégia
militar, era boa atiradora com excelente pontaria. Mulher miúda, destacou-se por
sua sensibilidade, inteligência, audácia e valentia, além de ter um imenso
compromisso com o coletivo e um grande amor por seus companheiros, o que a
tornou extremamente popular e respeitada.
GUERRILHA
Nascida em
Hoeryong, província de Hamgyong do Norte no dia 24 de dezembro de 1917, aos 6
anos sua família foi obrigada a transferir-se para a Manchúria fugindo das
perseguições dos japoneses. Aos 15 anos perdeu o pai a mãe e os irmãos, além de
uma cunhada, assassinados pelos cruéis invasores.
Integrou-se à guerrilha e desde então, dedicou-se exclusivamente ao trabalho
político junto à juventude revolucionária. Fiel e dedicada à defesa da revolução
para expulsar os japoneses, dizia sempre aos seus comandados: “Do fuzil depende
a vitória da causa revolucionária assim como a soberania e a prosperidade do
nosso país.”
Zelando pela segurança do acampamento secreto do monte Bektu ela instruía seus
comandados: “Não devemos descansar mesmo estando protegidos no acampamento
secreto. Nem dormir embora estejamos com os olhos fechados. Temos que defender o
acampamento secreto e a segurança do comandante em chefe – coração e cérebro da
revolução corea-na. Aqui somos os olhos, os ouvidos e os muros.”
Durante a luta armada, cumpriu todos os deveres de combate. Desde atividades
clandestinas em cidades ocupadas, de cuidado com doentes, de cozinha e o que
fosse necessário. Um dia o comandante deu-lhe como tarefa fazer 600 uniformes
militares em um mês. Ela e mais umas duas ou três costureiras realizaram a
tarefa em vinte dias, no meio da selva e sem os instrumentos necessários.
Compartilhar a vida e a morte com seus companheiros era mais uma demonstração de
seu nobre caráter. Mesmo que estivesse passando fome, não hesitava nunca em
arriscar a vida em busca de alimentos para os guerrilheiros.
No
verão de 1940, na batalha de Dashahe teve presteza e agilidade extremas para
defender o General Kim Il Sung. Cobriu-o com seu corpo e atirou no inimigo,
derrubando-o. Esse exemplo de coragem, destemor e compromisso até hoje é motivo
de grande orgulho para todos os coreanos que não esquecem esse episódio.
COMBATE
Nas vésperas da
última batalha pela libertação do país, tornou-se a primeira mulher
paraquedis-ta.
Seu objetivo
era animar os companheiros durante os exercícios, e estimulá-los a utilizar
novos métodos de combate.
Em
1936, visando melhorar a organização popular no interior do país e melhorar o
apoio da retaguarda ao exército guerrilheiro, Kim Il Sung disse à Kim Jong Suk:
“Você, companheira, se estabelecerá em Taoquanli e aí dirigirá o trabalho entre
as mulheres na região de Xiagangqu; ao mesmo tempo ajudará com atenção as
atividades do camarada Kim Jae Su. Depois de reforçar o trabalho nessa região,
cruzará o rio para assentar-se em Sinpha e criar com Jang Hae U uma poderosa
organização clandestina na região de Sansu. É necessário estender com rapidez a
rede da Associação para a Restauração da Pátria até Hungnan, Ham-hung, Pukchong,
Tanchon, Songjin, Wonsan e outras cidades industriais e aldeias e povoados de
pescadores da costa leste.” Ela aceitou o grande desafio e cumpriu
brilhantemente a tarefa. Mas foi presa no verão de 1937. Como nada tinham
formalmente contra ela, para soltá-la, os japoneses disseram que se ela
conseguisse um “certificado de garantia de boa cidadã” assinado por 500 pessoas,
ela seria libertada. A aldeia em que estava não tinha mais que 200 famílias. Não
era possível que 100% das famílias fossem militantes e nem era fácil para a
população permanentemente ameaçada, assinar um atestado assim para ser entregue
à polícia japonesa. Ao contar esse fato em suas “Memórias”, Kim Il Sung afirma:
“Cumprir essa exigência era tão difícil como colher uma estrela do céu.” Mas Kim
Jong Suk era muito amada pelo povo de muitas aldeias vizinhas. A exigência foi
cumprida e ela libertada em troca de 500 cartas com selo de boa cidadã e
impressões digitais diante de cada assinatura.
COMEMORAÇÕES
De volta ao
Acampamento Secreto, casou-se com Kim Il Sung com quem teve um filho, Kim Jong
Il, hoje o Presidente da República Popular Democrática da Coréia e Secretário
Geral do PTC – Partido do Trabalho da Coréia.
Foi
a primeira mulher a assumir o posto de general do Exército Popular.
No
próximo dia 24 de dezembro se fosse viva Kim Jong Suk completaria 80 anos. A
data será motivo de comemorações e homenagens à grande Heroína do povo coreano e
de todos os povos do mundo. Morreu muito jovem em 1949, aos 32 anos. Saudoso,
Kim Il Sung dizia: “Lembraremos sempre Jong Suk, sua beleza e juventude, como
uma flor que nunca murchou e nem nunca murchará.”
No
ano em que foi restabelecida a ligação ferroviária entre Norte e Sul, em que
muito progrediu a aproximação entre os dois governos e está mais próxima a
reunificação da Pátria, o 80º. aniversário de Kim Jong Suk é motivo de alegria e
comemorações ainda maiores.
A ela e ao povo coreano, ao Partido do Trabalho da Coréia que ela
ajudou a construir, ao Exército Popular da Coréia e ao Presidente Kim Jong Il,
nossas sinceras congratulações e homenagens.
ROSANITA CAMPOS
HISTORIADORA,membro do Secretariado Nacional do MR8
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