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Ministro Fernández afirma que “processo
embuste” é para acobertar agente Wilson
O chefe do
gabinete de ministros do governo de Cristina Kirchner, Alberto Fernández,
classificou de “embuste processual” para evitar a extradição de Antonini
Wilson, reclamada pela justiça argentina, o anúncio em Miami, pelo
Departamento de Justiça dos EUA, de uma “investigação” em que o homem da
operação dos 800 mil dólares ilegais às vésperas de visita do presidente
Chavez no ano passado, e pouco antes das eleições argentinas, é convertido,
de principal acusado, em “vítima” de uma “extorsão por quatro agentes de uma
potência estrangeira”, isto é, a Venezuela. (Como se sabe, sob Bush, o
Departamento de Justiça é o supra-sumo da ‘independência’, haja visto os
memorandos da tortura e a demissão dos procuradores que não aceitaram
fraudar as eleições).
O mais cínico de
tudo é que, no “processo” de Miami, é dito, como se fosse um detalhe, que o
dinheiro era para a então candidata Cristina Kirchner e enviado por Chávez
ilegalmente, enquanto que a “investigação” propriamente seria da “atuação”
de “cinco agentes” ilegalmente dentro dos EUA para pressionar o homem dos
800.000 dólares para se calar. Assim, dá-se sumiço em uma operação, aliás
fracassada, que tentou desestabilizar a candidatura de Cristina e as
relações Argentina-Venezuela, e surge outra provocação contra o governo
Chávez e o novo governo argentino.
Fernández
apontou, em artigo no jornal “La Nacion”, as muitas incoerências do novo
embuste do governo Bush. “Como se explica que, se o dinheiro estava
destinado à candidata do governo, seja o mesmo governo que desbarata a
possibilidade de que tal objetivo seja conseguido? Como entender que o
presidente Chávez, chegando à Argentina em missão oficial um dia depois,
podendo fazer uso das prerrogativas próprias da diplomacia, haja escolhido
enviar à Argentina dinheiro de forma irregular através de um personagem de
características singulares, submetendo-o ao “risco” dos controles? Como
admitir que aqueles que eram sócios comerciais do acusado desde sempre, se
transformem repentinamente em agentes venezuelanos que o extorquiam?”
Se Wilson fosse
extraditado para a Argentina, “poderíamos saber de forma segura a origem e o
destino desses recursos”, apontou o ministro. “Mas isso não será factível,
pois o que foi feito no país do Norte abortou toda a possibilidade de
consegui-lo. Agora, quem era investigado por contrabando e lavagem de
dinheiro foi convertido em vítima de um governo que o extorque. Agora,
importa mais saber o que faziam em Miami três ‘agentes estrangeiros’ que
viviam ali há anos (???), que saber se o ocorrido naquele 4 de agosto de
2007 foi planejado em algum lugar com o propósito de desmontar as relações
entre a Argentina e a Venezuela pondo em apuros – mediante uma falácia – aos
governantes de ambos países”.
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