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Cientistas comemoram lançamento de
foguete conjunto entre Brasil e Argentina
Cientistas brasileiros e
argentinos comemoram o sucesso da missão espacial conjunta do Brasil e da
Argentina, intitulada Angico. O lançamento do foguete VS-30 ocorreu no
último dia 16, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio
Grande do Norte e envolveu cerca de 100 profissionais dos dois países. O vôo
durou 9 minutos e 25 segundos até o impacto no mar.
De acordo com o coordenador
brasileiro do projeto, o coronel Luiz Fernando de Azevedo, da FAB, “Não
apenas vamos embarcar um experimento brasileiro e fazer testes nossos, como
vamos lançar mais um foguete. Isso é essencial para manter nossa tecnologia
e as equipes treinadas”, afirmou.
“É muito bom para os dois,
porque estamos unindo esforços e recursos de dois países emergentes”,
declarou o coordenador argentino, Roberto Yasielski. “Estamos trabalhando
como amigos. Os ventos prometem muitos benefícios para o futuro”, afirmou.
A missão teve como objetivo a
realização de um experimento argentino em vôo suborbital em um foguete de
sondagem brasileiro com recuperação de carga útil. O rastreio e transmissão
de dados funcionaram perfeitamente possibilitando a recuperação da carga
útil em apenas 2 horas.
A produção do VS-30 está a
cargo do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), que também desempenhou
importante papel na sua operação de lançamento. Tanto a produção do veículo
quanto a sua operação de lançamento são custeados e coordenados pela Agência
Espacial Brasileira (AEB), órgão responsável pela condução do Programa
Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).
Na carga útil foram dois
experimentos muito parecidos, um experimento argentino, da Comissão Nacional
de Atividades Espaciais da Argentina (CONAE), e outro da UFRN, ambos na área
de sistemas de navegação de veículos espaciais baseados em GPS (que
rastreiam objetos na Terra). Além disso, os argentinos levaram ao espaço
outros experimentos de suas universidades: um equipamento para medir a
inércia e um equipamento de estrutura de controle. Já o experimento
brasileiro consistiu em uma adaptação do sistema GPS para veículos de alta
dinâmica, como foguetes e satélites.
Além de incrementar as
relações entre os dois países, Brasil e Argentina, a Operação Angicos
permitiu a um projeto universitário o acesso ao espaço e suas condições
específicas de experimentos.
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