Guerrilha afegã ataca comboio do invasor e mata 15 fantoches
Quinze mercenários de uma companhia de segurança
privada norte-americana foram mortos no Afeganistão durante ataque de mais
de 60 guerrilheiros afegãos a um comboio com oito veículos que davam
proteção a caminhões-tanque, na terça-feira, 18. No confronto no distrito de
Bala Bluk, na província de Farah, no oeste do país, seis talibãs morreram.
“Quinze guardas foram mortos e cinco ficaram
feridos”, declarou o governador-fantoche da província de Farah, Muhaidin
Balu
ch,
após a ação contra o ocupante e seus lacaios. “Um caminhão-tanque foi
incendiado no ataque”, acrescentou Baluch.
O governador-fantoche também confirmou que os
quinze mercenários afegãos trabalhavam para a companhia de segurança privada
norte-americana USPI – US Protection and Investigation – sediada em Houston,
Texas.
O comboio saiu da cidade de Herat, no oeste do
país, e seguia para uma base da Otan em Lashkar Gah, capital da província de
Helmand.
No dia 14, o secretário-geral da Otan, Jaap de
Hoop Scheffer, reclamou da ausência de tropas estrangeiras para ajudar na
ocupação do país. “Não estou totalmente satisfeito com o que temos em terra
e ar no Afeganistão”.
A Otan possui 40 mil invasores no país, sendo 26
mil norte-americanos.
Para piorar a situação, uma investigação do
exército dinamarquês, que possui 600 militares no Afeganistão, revelou que
dois de seus soldados mortos em setembro foram atingidos por tropas
inglesas.
Os soldados foram mortos em 26 de setembro, em
Geresk, na província de Helmand, durante conflitos com a resistência. Um
terceiro soldado dinamarquês ficou gravemente ferido com o “fogo amigo”
inglês.
O novo ministro da defesa australiano, Joel
Fitzgibbon, declarou em entrevista ao jornal “The Australian”, no domingo,
que a situação no Afeganistão é muito pior do que a exposta aos australianos
pelo ex-primeiro-ministro John Howard, derrotado pelo trabalhista Kevin Rudd
nas eleições de novembro.
“O governo anterior nos fez acreditar que está
ocorrendo um bom progresso no Afeganistão, mas a realidade é muito
diferente”, disse Fitzgibbon.