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Requião: “recuperamos o Estado da sanha privatista no Paraná”

“Transformamos a Copel, à beira da quebra, na terceira melhor empresa de energia do mundo. A Sanepar é referência nacional em oferta de água e esgoto tratados e o Porto - livre da sanha dos privatistas - é eficiente e lucrativo”, destacou o governador em seu 3º mandato

“Qual nosso lado? O lado dos mais pobres, dos trabalhadores, dos pequenos, dos agricultores familiares, do fortalecimento das políticas públicas de saúde, educação e segurança, da recuperação das estradas, da construção de escolas e hospitais, da criação de empregos, da isenção de impostos, do microcrédito, do fundo de aval, do programa do leite, da tarifa social da água, da luz fraterna, da recuperação do Estado, da transparência, da austeridade. O lado do povo”, afirmou o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), no discurso de posse do seu terceiro mandato.

Reeleito com 50,1% dos votos, Requião frisou que teve que enfrentar uma união de forças “tão sem escrúpulos” nunca vista antes, como os privatistas e a mídia monopolista. “Vi-os todos no palanque do adversário. Os que quebraram e privatizaram o Banestado. Os que quebraram e tentaram privatizar a Copel, os que alienaram o controle da Sanepar”. “A militância dos jornalões a favor de uma candidatura só não detectou quem não quis”, disse.

CONTROLE PÚBLICO 

O governador destacou o papel do Estado como indutor do desenvolvimento econômico e social. “Nós recuperamos o Estado que passou a ser um elemento essencial para a retomada do desenvolvimento paranaense. Nesses quatro anos, transformamos a Copel de uma empresa à beira da quebra, deficitária, na terceira melhor empresa de energia do mundo. E na principal empresa de energia das Américas. De longe, a melhor empresa de energia do Brasil. A Sanepar voltou ao controle público e hoje desenvolve a mais ousada e abrangente política de saneamento do Brasil, transformando o Paraná em referência nacional em oferta de água e esgoto tratados. O Porto, livre da sanha dos privatistas, da especulação, recuperado, saneado, eficiente e lucrativo”, sublinhou.

Requião ressaltou uma série de ações para alavancar investimentos e aumentar a produção, como a isenção de ICMS e redução do imposto para 172 mil micro e pequenas empresas paranaenses e o programa do microcrédito, o qual terá dobrado seus recursos para R$ 160 milhões. “Do início do nosso mandato, até novembro de 2006, foram criados no Paraná 365.623 empregos com carteira assinada, resultado da política do Paraná somada à política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, salientou. Nos próximos quatro anos será aportado R$ 1,3 bilhão ao Fundo de Aval, destinado à agricultura familiar.

O governador destacou ainda a construção de novos colégios, a volta do ensino profissionalizante; a construção, ampliação ou reforma de 24 hospitais; construção de estradas, sem pedágio; além dos programas sociais do leite e da luz. “Uma das ações que mais me empolga, mobiliza e emociona é o programa de construção de Bibliotecas Públicas em todo o Paraná. Breve, cada município paranaense, por menor e distante que seja, vai ter a sua Biblioteca, bem provida de livros, interligada à Internet. Vocês não imaginam o efeito transformador que uma Biblioteca tem sobre as nossas comunidades, especialmente nas cidades do interior”, disse.

“Que a má interpretação ou a distorção daquilo que disse o Presidente Lula não sirva de pretexto para que alguns neguem o lado em que nos posicionamos. Somos de esquerda, porque ser de esquerda é ser solidário, fraterno, humano”, sustentou.

Ao contrário, frisou Requião, “o que é a globalização, a sanha do mercado por lucro, a dominação impiedosa dos países e povos periféricos? O que é a transformação do individualismo, da competição, da esperteza, da ascensão a qualquer preço a valores máximos dos nossos tempos? O que é tudo isso que não a volta à selvageria, ao embrutecimento, à incultura, à grosseria, à rudeza, à brutalidade, à desumanidade das hordas pré-civilização?” 

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