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Jaques Wagner: investir em infra-estrutura e “destravar o desenvolvimento” da Bahia

Aumentar o papel do Estado no desenvolvimento econômico e ampliar os programas para a redução das desigualdades sociais foi a tônica do discurso de posse do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), no último dia 1º, em solenidade na Assembléia Legislativa do Estado. Bastante emocionado, o governador destacou que “nos próximos quatro anos, a Bahia vai ter um governador que vai trabalhar cada minuto para fazer o estado produzir e crescer, mas vamos acrescentar ao crescimento uma missão: promover a igualdade”.

Essa é a base da nossa concepção de desenvolvimento. E ela se realimenta em muitos sonhos e ideais, como o do grande e saudoso economista baiano Rômulo Almeida. Foi ele quem planejou os caminhos do desenvolvimento e da industrialização da Bahia, lá nos idos de 1960. Um modelo com distribuição de renda e distribuição regional, que infelizmente foi abandonado e desvirtuado. Nós vamos atualizar e retomar a sua linha de raciocínio, investindo em infra-estrutura para destravar o desenvolvimento, ativar as cadeias produtivas em cada município e associar crescimento econômico com justiça social”, destacou o governador.

Após ressaltar o papel do presidente Lula em sua eleição, Wagner disse que “com o presidente Lula estamos construindo um novo Brasil. Livre, justo, democrático e do bem. Tenho orgulho de ter participado como ministro, desse projeto”.

“O baiano traz no sangue a luta para expulsar os invasores que dela quiseram se apoderar. Temos o exemplo da Revolução dos Alfaiates ou dos Búzios, quando, muito antes da independência do Brasil, os baianos Inconfidentes tentaram tomar os céus de assalto. A Bahia é a marcha cívica do 2 de Julho, nossa data maior, quando o povo baiano foi às armas para garantir a independência. No nosso DNA está também a Revolta do Malês, os versos mordazes de Gregório de Matos e a poesia apaixonada, incendiária e revolucionária de Castro Alves”, afirmou o novo governador da Bahia.

Primeiro governador de oposição a tomar posse nos últimos 20 anos, Jaques Wagner criticou as desigualdades regionais e sociais do Estado e afirmou que  “agora, com a força do governo do Estado em sintonia com o governo federal, vamos lutar para reverter esse quadro. Seremos um governo parceiro dos municípios e das prefeituras, sem discriminações de ordem política, sem perseguições ou favorecimentos, tratando todos os municípios com o respeito que a sua população merece. Tratando cada prefeito com respeito como representante de sua população”.

“Vamos também travar um combate sem tréguas para diminuir o índice de analfabetismo que tanto envergonha a Bahia. Para isso, é necessário mobilizar toda sociedade, em um grande mutirão cívico, que conte com participação de todos os segmentos organizados e sensíveis a essa causa”, destacou.

Participaram do ato de transmissão de cargo, os ministros Waldir Pires (Defesa), representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Jorge Hage (Controladoria Geral da União). 

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