Lula defende
soberania iraquiana e diz que país deve ter “o destino
nas próprias mãos”
“Não sei se foi um julgamento ou uma vingança”, afirmou o presidente Lula
sobre o assassinato de Sadam. Defendendo a soberania iraquiana e criticando a
intervenção dos EUA no Iraque, o presidente brasileiro disse que “a violência
vai continuar. O Iraque só vai ter a solução dos seus problemas quando os
próprios iraquianos tomarem as decisões, certas ou erradas, e tomarem o
destino em suas próprias mãos”.
Lula também se posicionou contrário à pena de morte. “Sou contra a pena de
morte por convicção, não apenas religiosa, mas por convicção política”.
Em nota, o Itamaraty afirmou que “não crê que a execução da sentença venha a
contribuir para a pacificação do Iraque” e lembrou que a alegação usada pelos
Estados para tentar justificar a invasão do país, a existência de armas de
destruição em massa, “nunca foi comprovada”.