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Coragem e decisão fizeram de Sadam o líder da Revolução

Foi exatamente na afirmação de sua atuação como líder  – enfrentando a clandestinidade e a prisão - temperando e reorganizando as fileiras do partido Baas, nos períodos em que o oportunismo contra-revolucionário havia traído os objetivos da revolução, que permitiu a preparação para a vitória da Revolução de 1968.  “Sadam atravessou então de novo clandestinamente a fronteira e voltou a Bagdá. Iniciou lá contatos secretos com Abu Haytham e trabalhou com ardor para reconstruir os órgãos do partido”, relata o seu biógrafo, o escritor egípcio Amir Iskander, em seu livro intitulado Sadam Hussein, com o intertítulo O militante, o pensador e o homem, referindo-se a uma passagem da atuação do líder iraquiano no início dos anos 60.

Sadam teve de atravessar um deserto ao norte do Iraque, em uma fuga até o Egito, através da Síria, onde encontrou abrigo no governo de Nasser; foi preso várias vezes, de onde se evadia para seguir na atividade revolucionária; enfrentou traidores com metralhadoras nas mãos apenas com um revólver em punho e a firmeza com que encarava os covardes. 

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