1 2 3 4 5 6 7 8|Índice| Biblioteca|Assinatura|Expediente|Cartas|Não tropece na Língua
Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br | hp@webcable.com.br


Nacionalização do Petróleo

A partir de 1968, com Sadam na vice-presidência, mas como líder de fato das mudanças que o país exigia e com Ahmad Hassan Al Bakr como presidente, o Iraque se prepara para nacionalizar o petróleo, sob a consigna: “Petróleo árabe para os árabes!”.

Para fazê-lo, enfrentou os que, tanto dentro do partido Baas, como em outras agremiações a exemplo do Partido Comunista Iraquiano, não acreditavam no potencial do povo iraquiano em tomar conta de seu destino e desenvolver suas próprias formas de exploração do petróleo. Uma vez tomada a decisão, conseguiu o apoio da União Soviética para adquirir independência tecnológica na exploração de sua matriz energética.

Uma nova era na vida do povo iraquiano se inaugurava. A partir de 1972, o Iraque tomou posse de 65% da produção petroleira, que até então era revertida para as empresas estrangeiras e de 99,75% dos seus campos petrolíferos nas mãos das mesmas companhias até a data da nacionalização.

Como informa o Informe do Partido Baas ao seu 8º Congresso, realizado em 1974, as medidas tomadas pelo governo revolucionário, incluindo a reversão da renda do petróleo para o benefício do povo e do país permitiram que o Iraque experimentasse um crescimento de 184% no PIB de 1969 a 1974.

Crescimento devido ao aumento da renda e da exploração do petróleo, mas também de toda a economia. A agricultura teve um crescimento de 15,3% de 1969 a 1972 e a indústria experimentou um crescimento de 14% médio durante os primeiros cinco anos da Revolução comandada por Sadam. O número de empregos cresceu 30% e a massa salarial subiu 58% na indústria e comércio. Em 1975, mais de quatro mil aldeias já haviam sido eletrificadas. Em 1977 o governo iraquiano recebeu o principal prêmio da UNESCO ao desenvolver o Dia do Conhecimento, projeto de disseminação cultural pelo qual passaram dois milhões de iraquianos.

O crescimento continuado foi garantido pela revolução com Sadam como presidente desde 1979, de forma que às vésperas da invasão ianque de 1991, o número de mulheres, em idade escolar que estavam estudando era de 95%, contra apenas 34% em 1970. 

Voltar

Paginas: 1 2  3  4  5  6  7  8