Revolução promoveu
integração da população curda no Iraque
“Nos tornamos
vitoriosos não apenas como integrantes do Baas, não apenas como árabes, mas
também como iraquianos, como curdos e como árabes. A autonomia foi uma decisão
audaz e uma decisão baseada em princípios, justa para nosso povo curdo. Em
conseqüência vamos mantê-la e seguiremos mantendo-a no futuro”, afirmou Sadam
ao falar da decisão de conceder autonomia aos curdos dentro dos marcos da
nação iraquiana, a partir de 1970.
A declaração de
Sadam, mirando a região montanhosa ocupada pelos curdos demonstra o quanto ele
sentia o povo curdo como parte de seu próprio povo: “Aquele que defende a
montanha propondo aplas-tar seu povo não pode sair vitorioso! É preciso
compreender com claridade que ao defender a montanha estamos defendendo
fundamentalmente o nosso povo que vive na montanha”.
Os curdos do Iraque
puderam se expressar em sua própria língua, estudá-la na Escola, editar
jornais e desenvolver sua própria expressão cultural.
Dentro do programa
de Reforma Agrária também foram distribuídas terras de latifúndios
improdutivos na região curda. Barazani, que representava os latifundiários
curdos e tinha acordos com o imperialismo norte-americano e com o governo de
Israel para cindir a unidade do povo iraquiano, se refugiou no Irã de onde
iniciou suas acusações mentirosas – tanto mais mentirosas quanto mais as
medidas de Sadam tiravam a base social com a qual tentava manipular para
dividir o Iraque, criando mais um país com governo fantoche e submisso com
grandes lençóis de petróleo. Isso fica claro quando hoje os mesmos curdos que
colaboram com a ocupação tentam criar um país curdo com Kirkuk, pólo produtor
de petróleo no norte do país como sua capital.