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Imagens da “execução” expõem a indigência moral da ocupação

As imagens da execução do presidente Sadam Hussein, tiradas com celular e vazadas para a internet e dali para as cadeias de TV do mundo inteiro, provaram que o que houve foi um linchamento, promovido pelo criminoso de guerra Bush e levado a cabo pelo governo fantoche, com a anuência do Irã. As agências de notícias revelaram que os fantoches ligaram para o comando ianque para perguntar “quem vai matar Sadam, nós ou vocês?”. O Pentágono, que havia entregado o prisioneiro de guerra nas mãos dos algozes, confirmou que o assassinato caberia aos próprios lacaios. Em seguida, o governo fantoche ligou para Teerã, para pedir autorização, já que a execução seria cometida em pleno feriado santo muçulmano, o que é proibido tanto pela lei iraquiana como pelos costumes islâmicos, e a recebeu.

De acordo com várias fontes, vinte sicários estavam presentes, entre eles cinco carrascos encapuzados. O vídeo mostra Sadam, sereno, altivo e sem capuz, ser conduzido pelos carrascos. Integrantes dos esquadrões da morte sectários começam a gritar o nome de Muqtada Al Sadr, o clérigo xiita que abandonou o combate ao invasor, aderiu à ocupação e transformou sua milícia em pelotão de limpeza étnica. Na narração da BBC, “então a mesma voz começa a gritar o nome do clérigo xiita Muqtada Al Sadr”. Como registra a TV inglesa, “Sadam não se intimida com nenhum deles, e repete com desdém o nome de Muqtada”. Então se vira para os sicários e diz: “é isso que vocês chamam de coragem?” Ou, noutra tradução, “é isso o que vocês chamam de virilidade?” 

SICÁRIOS 

Vários sicários cantam em referência ao pai de Muqtada, Muhamad Baqir Al Sadr, fundador do partido de quinta-coluna Dawa. “Aqueles que rezam por Muhamad e a família de Muhamad venceram!”. “Que seja rápida sua volta (do Mahdi)”. “Que seus inimigos se danem. E que seu filho seja vitorioso! Muqtada! Muqtada!’ Uma autoridade manda Sadam “para o inferno!”. “Mas o inferno não é aqui no Iraque?”, ironiza o presidente.

Outros insultam Sadam. O presidente começa a dizer a oração de testemunho de fé muçulmana, que diz que não há outro Deus senão Alá e que Maomé é o seu profeta. Antes que Sadam possa completar sua oração, o alçapão se abre, consumando o assassinato. Cânticos de seitas xiitas foram então cantados histericamente. Alguém quis remover o laço do pescoço do presidente, mas lhe dizem para “esperar oito minutos”. O site Islam Memo revelou que os lacaios negaram a Sadam a presença de um clérigo sunita e após o enforcamento queimaram o Alcorão que ele trazia.

O site Gulf News, dos Emirados Árabes, afirmou também que após ser entregue pelos invasores na noite de sexta-feira, sicários passaram a noite impedindo Sadam de dormir, dançando e insultando o presidente. Um deles, apelidado de Ali o Carniceiro, ficava exibindo diante de Sadam a corda do enforcamento. Diante das provocações, o presidente retrucou: “seu pigmeu persa. Deus os amaldiçoe e a seus amos”. Antes do vazamento do video, o “conselheiro” de segurança nacional dos fantoches, havia reconhecido que Sadam se recusou a ter a cabeça coberta com um capuz e que bradou: “Deus é Maior. A nação será vitoriosa e a Palestina é árabe”. 

A. P.

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