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General defende desenvolvimento e denuncia ação “ambientalista” para barrar obras estratégicas

“Toda vez que o ‘ambientalismo’ impede a construção de uma represa, de uma linha de transmissão, o asfaltamento de uma rodovia, a construção de um gasoduto, está na contramão do desenvolvimento, impedindo que a população tenha alternativas”, criticou Villas Bôas, desmistificando o discurso das ongs estrangeiras que, na verdade, querem impedir o desenvolvimento do Brasil. Segundo ele, esse discurso vem sendo utilizado de forma “fundamentalista deixando de se levar em consideração a população”.

O general citou o exemplo das reservas Ianomami e da Raposa Serra do Sol. “A reserva Ianomami estava na capa do jornal do Senado norte-americano quando o presidente daquele país, às vésperas de se encontrar com o presidente Collor, iria exigir a demarcação da reserva Ianomami. Há de se compreender que os senadores americanos estão ‘preocupadíssimos’ com os Ianomami. Em 2006, foi comemorado um ano de demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Na Maloca do Pontal, onde foram feitos os festejos, havia mais de 100 aviões vindos de fora do Brasil”.

Villas Bôas lembra que “as reservas indígenas demarcadas no Amazônia já correspondem a quase 30% da região e a 13% do território brasileiro. Na verdade, é mais de 1 milhão de quilômetros quadrados que está destinado aos índios. Aqui a população é de 400 mil índios, que cresce na ordem de 5% ao ano. E a gente vê que o problema do índio realmente não é terra”, destacou o militar, defendendo um plano de desenvolvimento para a Região.

Num outro exemplo, ele citou o que aconteceu dois anos atrás na reserva Roosevelt, em Rondônia, quando um massacre matou 50 pessoas. Segundo estudos geológicos, a jazida de diamantes que existe na reserva vale mais de U$ 20 bilhões. “Claro que a pressão é muito grande. Então os garimpeiros procuram os índios, negociam com eles, que deixam os garimpeiros entrarem. E a receptação é feita por empresas internacionais de diamantes”.

Segundo ele, a Polícia Federal estima que saia do Brasil o equivalente a um bilhão de dólares por ano de contrabando de madeiras, de minério, etc. “A Amazônia deve ser integrada, ocupada, desenvolvida e o meio ambiente ser racionalmente protegido, uma obra à serviço dos homens e mulheres do Brasil”, concluiu o general. 

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