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“Ongs estrangeiras estão agindo como serviço de inteligência para os EUA”

O general Villas Bôas destacou a presença de “ambientalistas”, em sua maioria representantes de ongs estrangeiras, que vêm impetrando ações no sentido de impedir o desenvolvimento sustentável da Amazônia. “Não há controle sobre o que as ongs fazem. O presidente Hugo Chávez e o presidente Putin também denunciaram isso: as ongs estão agindo como serviço de inteligência para os Estados Unidos. Tanto na União Soviética quanto nos países amazônicos elas proporcionam a escala de cobertura mais eficiente para a atuação de agentes de inteligência internacionais no país. Antigamente eram integrantes da imprensa, agora são integrantes das ongs”, denunciou o general.

A exemplo disso, Villas Bôas ressaltou o embargo na Justiça ao projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O argumento usado pelos “ambientalistas” foi o de que Belo Monte “levaria à região impactos ambientais irreversíveis”, quando já foi provado que sua construção, além de permitir melhor deslocamento dos índios o ano inteiro, ainda acabaria com  os problemas ocasionados na aldeia Paquiçamba, localizada próxima ao rio e que, por várias vezes, fica ilhada. “Há 20 anos se tenta construir essa represa. Existe uma técnica de bobina submersa que permite que ela seja construída com impactos ambientais mínimos fazendo com que o rio Xingu praticamente não sofra nenhum desvio. Mas, mesmo assim, o governo não consegue viabilizar a obra, que seria a maior usina hidrelétrica nacional”.

 Segundo o general, sob a falsa bandeira da “preservação da Amazônia”, esses interesses atuam para impedir a ação do Estado para entregar a região completamente nas mãos do terceiro setor, ou sejam, de ongs estrangeiras. E cita outro exemplo: “Perto de Altamira, também na região Amazônica, uma criança foi picada por uma cobra e não conseguiu chegar ao hospital porque a estrada estava intransitável. Hoje, um morador das redondezas do Rio Madeira que tiver um problema sério, se precisar ir a Manaus ou a Porto Velho, levará no mínimo quatro dias de viagem. Mas aqui existiam rodovias asfaltadas. As pessoas levavam 8 horas de Porto Velho a Manaus, mas a rodovia acabou por causa dos balseiros, que usando o argumento ambiental puseram fogo inclusive nas pontes de madeira que haviam e jamais permitiram que algum governo recuperasse essas estradas”.

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