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‘Juiz’ arquiva acusações a Sadam mas apresenta fita fajuta contra o presidente

Uma vez atingido o objetivo dos invasores, o linchamento do presidente do Iraque, e mostrando que era mesmo uma farsa mal ajambrada, com ‘juízes’ recrutados e treinados pelos invasores, a corte resolveu, na prática, pela sua auto-dissolução.

O ‘tribunal’-fantoche que havia sido alardeado como o local onde Sadam expiaria os crimes que supostamente cometera contra o povo iraquiano deu por finda essa que seria a sua principal finalidade.

No dia 8, o ‘juiz’ Mohamed Al-Ureibi ordenou o arquivamento das acusações de “genocídio e crimes contra a humanidade” contra Sadam.

Disse o juiz que fazia isso “em virtude da morte do réu”.  

BARBÁRIE 

Na verdade, a cadeira vazia do presidente Sadam seria uma constante denúncia da barbárie que foi o seu linchamento. A presença da equipe de defesa de Sadam contribuiria para a comprovação da inocência do presidente e portanto do crime que foi o seu assassinato e é a ocupação do Iraque.

No entanto, como seria muito escandaloso interromper a farsa no momento em que cresce o repúdio a ela,  apresentaram uma fita com uma conversa de assassinato em massa e atribuíram as vozes a Sadam e seu primo Ali Al Majid.

“Vou atacá-los com armas químicas e matar todos eles”, diria Majid na fita e Sadam faria, na mesma conversa, alusões à “eficácia” das tais armas químicas.

Perguntados sobre como foi obtida a gravação e como foram gravadas as conversas os ‘promotores’ não souberam responder.

A acusação que antes falava em 5 mil falou então em 180 mil mortos com as tais armas químicas.

Aliás, a existência das “armas químicas” foi um dos pretextos dos EUA para invadir o Iraque. Depois de invadirem o país por anos com mais de 130 mil soldados não encontraram nenhum indício de sua existência ou fabrico em todo o país.

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