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EUA bombardeia Somália para favorecer o assalto ao petróleo pelo seu cartel Um avião AC-130 Hercules dos Estados Unidos bombardeou uma região sob controle da União de Cortes Islâmicas (UCI), no sul da Somália, na segunda-feira, dia 8, com a desculpa de que seria refúgio da Al Qaeda. Washington encheu de armas a região chamada de Chifre da África para manter sob controle o local rico em petróleo ainda não explorado, e por onde passam as vias marítimas utilizadas para transportar o petróleo do Oriente Médio para os EUA. O país africano vive um conflito armado entre grupos leais ao Governo Federal de Transição (GTF), apoiados pelos EUA e por tropas da vizinha Etiópia, e a UCI, que provocou centenas de mortes e aprofundou a instabilidade na região devastada por uma guerra entre diferentes clãs. A UCI aumentou o controle de importantes áreas da Somália principalmente a partir de julho do ano passado, depois que os chamados ‘senhores da guerra’ Bashir Raghe e Muse Sudi Yalahow escaparam da capital Mogadício em pequenos barcos em que se locomoveram até um navio militar norte-americano, expulsos pela população revoltada. O GTF foi implantado em 2004, com a ajuda das Nações Unidas e com o apoio escancarado dos EUA e da Grã Bretanha. Na medida em que não contava com nenhuma autoridade, se sustentava com a ingerência das tropas da Etiópia, cujo governo é servil aos EUA. Para não se enfrentar com a desproporcional força do exército etíope e dos americanos que cercaram a região com navios de guerra, a UCI recuou e saiu da capital. Desde sábado passado, porém, Mogadício foi paralisada por manifestações contra a ocupação estrangeira. Ataques a bancos, queima de veículos, quebras de vidros, aumentaram o caos no país. Os escritórios da empresa norte-americana de petróleo Conoco foram usados como uma espécie de embaixada dos EUA durante a intervenção americana que levou a Etiópia a invadir a Somália. O porta-voz da empresa com sede em Houston (Texas), John Geybauer, declarou que a companhia estava agindo como boa “cidadã corporativa” ao atender ao pedido do governo dos EUA de usar seus escritórios. |