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IACenter, entidade norte-americana: “A execução de Sadam é um crime de guerra contra o povo iraquiano” “O governo dos Estados Unidos é o responsável pela decisão do ‘Tribunal Supremo iraquiano’ de levar à prática a sentença de morte contra o presidente Sadam Hussein. O momento da execução foi decidido para se adiantar à notícia de que o número de norte-americanos mortos em serviço é de mais de 3000, enquanto que os iraquianos assassinados se contam em centenas de milhares. A execução de Sadam é um crime de guerra contra o povo iraquiano”, afirma a Declaração do Centro de Ação Internacional ( IACenter, em sua sigla em inglês), representativa entidade norte-americana, presidida por Ramsey Clark, ex-procurador geral dos Estados Unidos. “A captura, o processo e a sentença do presidente iraquiano são atos de um poder conquistador contra uma nação que foi ocupada contra a sua vontade. Não só contra a vontade de seu legítimo governo, mas também contra a vontade da grande maioria de seu povo”, assegura o documento. “O IACenter repudia a execução de Sadam, condena a escalada da guerra no Iraque que o governo Bush prenuncia e que significará mais morte para os iraquianos e para as tropas norte-americanas. Conclamamos a aumentar as manifestações para pôr fim à ocupação do Iraque”, frisa a entidade que congrega personalidades políticas, intelectuais, artistas e partidos progressistas e antiimperialistas dos Estados Unidos. Liderados por Sara Flounders, dirigente do IAC, centenas de pessoas se manifestaram em Nova Iorque, no dia 3 de janeiro último, em Times Square, em frente ao centro de recrutamento do exército dos EUA, para protestar pelo selvagem linchamento de Sadam. “Aplaudimos a decisão de organizações de vários estados de sair às ruas hoje mesmo para se manifestar perante os prédios do governo federal contra o crime cometido contra Sadam, particularmente da organização MECAWI, em Michigan. Chamamos a todos a denunciar a execução e a se somar às novas manifestações para exigir a volta imediata das tropas”, conclui. Ramsey Clark formou parte da equipe de advogados de defesa de Sadam, sofrendo retaliações do governo capacho iraquiano e da Casa Branca. |