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Editorial
Não há quem não saiba que
Brilhante Ustra usou e abusou da tortura contra prisioneiros políticos durante
os anos em que dirigiu o Doi-Codi, na década de 70.
A insistência patológica com
que tenta negar tal evidência apenas depõe contra o seu caráter.
Com o passar do tempo, o
truculento “Dr. Tibiriçá” virou um chorão compulsivo. Incapaz de assumir seus
próprios atos, passou a importunar os ex-colegas de farda, mendigando apoio
para suas ridículas versões sobre o “bom tratamento” que dispensava aos presos
que caíram em suas mãos.
A história, porém, já o
condenou. Não há o que ele possa fazer para livrar-se do opróbrio.
Portanto, não só é
dispensável mobilizar a Justiça para que ela se pronuncie sobre fatos
ocorridos há mais de 30 anos, como é uma rematada estupidez pretender fazê-lo.
A anistia de 1979 foi
recíproca. E o respeito a este acordo tácito tem tido um papel importante para
o avanço da luta antiimperialista em nosso país.
Valer-se de subterfúgios para
tentar violá-lo é política e moralmente indefensável.
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