Manifestação em SP repudia
a visita do golpista da RCTV
Várias entidades sociais,
entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Nacional dos
Estudantes (UNE) e o Movimento dos Sem Terra (MST), realizaram uma
manifestação em São Paulo, na quinta-feira passada, em protesto contra a
visita de Marcel Granier, dono da RCTV (Rádio Caracas Televisión), que veio ao
Brasil por iniciativa do senador tucano Eduardo Azeredo (MG) para falar na
Comissão de Relações Exteriores do Senado.
Em documento intitulado
“Marcel Granier: persona non grata”, os manifestantes lembram que a emissora
realizou uma campanha de “mentiras, calúnias e ódio” e apoiou o golpe contra o
presidente Hugo Chávez, em 2002. Além de estar envolvida no golpe, a emissora
é acusada de sonegação de impostos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro,
propaganda de prostituição, divulgação de pornografia, entre outros crimes. No
Senado, Granier disse que “não houve golpismo” em 2002, mas a “defesa” da
Constituição e que “havia um vazio de poder”. Será que ele achou nossos
senadores incapacitados mentalmente ao dar uma versão fraudulenta dessa? A
concessão de funcionamento da RCTV, encerrada em 27 de maio, não foi renovada
pelo governo venezuelano.
“Não há impedimento legal
para que Chávez não renovasse a concessão”, afirmou o presidente da CUT, Artur
Henrique, ressaltando que a emissora “incitou um golpe” contra o governo
legítimo da Venezuela.
Na capital paulista, Marcel
Granier fez palestra a empresários do setor de comunicações a convite da Abert
(Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).