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Belicismo dos EUA

Dados do Instituto Internacional para as Pesquisas sobre a Paz de Estocolmo do dia 11/06/2007: Os gastos militares dos EUA chegaram a 528,7 bilhões de dólares em 2006, valor que representa 46% do conjunto de todos os gastos militares no mundo. Chances de redução desses gastos são mínimas, diz instituto sueco, que prevê novos conflitos em função da escassez de gás e petróleo. Segundo o relatório do instituto, o aumento dos gastos militares nos EUA deve-se principalmente às políticas relacionadas à “guerra mundial contra o terrorismo”. A dimensão dos gastos militares norte-americanos fica mais clara quando eles são comparados com os outros países que lideram o ranking: Inglaterra, França, China e Japão, cada um com gastos militares entre 4 e 5% do total global, em 2006. As vendas de armas também aumentaram no mundo. Segundo o Instituto, elas cresceram 3% em 2005, com as empresas norte-americanas e européias liderando esse mercado. Neste ano, essas empresas venderam cerca de 290 bilhões de dólares em armas, valor que representa 92% do comércio global nessa área. Segundo a análise do Instituto, a escassez de petróleo e gás em um futuro próximo está alimentando a gestação de novos conflitos militares no mundo.

Salah Ed-Din - correio eletrônico

Lamarca

Antes de tecer comentários sobre a tardia anistia do revolucionário Capitão Carlos Lamarca, quero parabenizar o jornalista Carlos Lopes pela brilhante reportagem “Patriotismo e heroísmo do Capitão Carlos Lamarca”. Tudo o que escrevem sobre esse grande herói nacional eu leio e guardo os recortes. Vi o filme “Lamarca” onde Paulo Betti no papel do nosso herói tem um esplendoroso desempenho. A cena de fuzilamento de Lamarca e Zequinha Barbosa foram chocantes. A tal “operação pajussara” foi de uma crueldade que nos faz lembrar os tenebrosos dias do nazismo. Mas a finalidade desta carta é para uma sugestão: para que Lamarca seja perpetuado em nossa memória. É costume no Brasil homenagear pessoas que engrandecem a Pátria em diversos segmentos da sociedade, com nomes em logradouros, praças e jardins públicos. Carlos Lamarca, pela sua importância histórica, deve estar entre os homenageados. Afinal, trata-se do nosso Che.

Lair Estanislau Alves - Belo Horizonte (MG) 

Capachos de Bush

Após os primeiros sinais de derrota na invasão do Iraque, George W. Bush, o líder da suposta “Nova Cruzada contra o Eixo do Mal”, como ele mesmo anunciou ao invadir o Afeganistão, fez uma irônica declaração à Assembléia Geral da ONU em setembro de 2004: “Por muito tempo nações toleraram e até perdoaram a opressão no Oriente Médio em nome da estabilidade. A opressão se tornou comum, mas a estabilidade nunca chegou. Nós precisamos ajudar os reformistas do Oriente Médio em sua luta pela liberdade, e construir nações pacíficas e democráticas”. É impressionante a hipocrisia dos Estados Unidos e de Bush, que fala justamente o contrário do que faz. “Reformistas” são seus capachos no Oriente Médio, que recebem bilhões para fomentar agressões, lutar contra a democracia e sabotar países como a Palestina, etc. “Luta pela Liberdade” é aquilo que fizeram no Iraque: bombardearam o país inteiro para roubar petróleo deixando o povo numa situação de flagelo, sem água, sem energia elétrica, etc. “Construir nações pacíficas e democráticas”, provavelmente como estão fazendo no Afeganistão... Ô cara de pau, sô!

Paulo Henrique - São Paulo (SP) 

Contra a ocupação

Na reportagem da Veja na edição de 20 de junho, eles comparam a situação da Palestina com a do Iraque. Acho que isso pode ser num só ponto: as duas guerras foram desencadeadas e criadas pelos EUA. A Veja fala em um trecho que os EUA e os países europeus tentaram isolar e enfraquecer o governo islâmico depois das  eleições que deram vitória ao Hamas e impediram a ajuda internacional e o repasse dos impostos recolhidos por Israel. O Hamas ganhou as eleições democraticamente, onde está a democracia dos EUA? Melhor falar que a criação do Estado de Israel nas terras Palestinas foi o que começou a guerra no Oriente Médio. Seguindo a reportagem, a Veja afirma que o Hamas tentou um golpe quando a Arábia Saudita interferiu para acabar com o conflito. Não sei se a Veja é cega ou finge cegueira. Se a matéria acha que nossa resistência é terrorista, qualquer povo que luta contra a ocupação estrangeira é terrorista. Então aqueles que estavam numa situação de defesa na segunda guerra mundial eram terroristas!?! Claro que eu não acho isso.

Hussein Shuman - Santos (SP)
 

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