Venezuela: “ultradireita
reacionária não pode impedir opção pela integração com o Mercosul”
“Se não pudermos entrar no
Mercosul porque a direita brasileira tem mais força, então nos retiramos”,
ironizou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, respondendo a jornalista em
sua passagem pelo Irã.
Falando na XXXIII Reunião
de Cúpula do Mercosul, na cidade de Assunção, o vice-presidente venezuelano,
Jorge Rodríguez, destacou que “os mesmos setores conservadores inimigos da
integração, a ultradireita reacionária é a que se opõe à realidade que
representa a incorporação da Venezuela ao Mercosul”.
“A busca da integração,
apesar de todos os obstáculos e manipulações, continua sendo o objetivo do
governo venezuelano”, acrescentou o vice-presidente.
Rodríguez, ao condenar
estas manipulações, enfatizou a opção da Venezuela de “denunciar as
desigualdades no mundo e a ação criminosa do Império”.
Declarou ainda que “a
integração que não considere a luta contra a pobreza, a independência, a
soberania dos povos e dos Estados é palavra morta, tempo perdido” e que é
necessário discutir as assimetrias entre os países sem eludir o que ocorre com
a pobreza, o analfabetismo, a educação e a saúde, elementos que devem ser
enfrentados e se converter em “estratégias para a acabar com as desigualdades
sociais”.