Senadora Cristina Kirchner é escolhida canditada à
Presidência da Argentina
A senadora argentina Cristina Fernández de Kirchner será
a candidata dos setores que apóiam o atual governo para as próximas eleições
presidenciais marcadas para 28 de outubro próximo, informou no domingo o chefe
de gabinete, Alberto Fernández.
Na segunda-feira, o presidente Néstor Kirchner durante um
ato na Casa Rosada defendeu a decisão de lançar a sua esposa e companheira de
militancia: “Todos nos acreditamos profundamente na capacidade de superação
que Cristina colocará à disposição da Argentina”.
“Esta é um processo que recém começa”, acrescentou o
presidente. “Agora é a hora de ir mais fundo nas mudanças que necessita a
Argentina para se consolidar definitivamente. Preparamos o terreno, começamos
a andar de forma independente, sem a tutela dos órgãos financeiros ligados ao
capital especulativo, como o FMI, colocamos no centro os interesses da nossa
população, começamos a sair do inferno. Temos que ir enfrente”, prosseguiu.
“Por que não que seja finalmente uma mulher a que
aprofunde as mudanças e a transformação?”, perguntou Kirchner.
O lançamento oficial da candidatura da senadora está
previsto para o dia 19 de julho em ato na cidade de La Plata, capital da
província de Buenos Aires.
CRESCIMENTO E MUDANÇA
Embora ainda não se conheça quem será seu companheiro de
chapa, a principal alternativa é que seja um líder do setor do Partido Radical
que apóia o governo, seguindo a proposta de unidade promovida por Kirchner
nestes anos. “Será uma fórmula que sintetize esta vontade de crescimento e
mudança de todos os argentinos”, ressaltou o deputado justicialista Carlos
Kunkel.
Néstor Kirchner, que teria condições legais de disputar a
reeleição, não buscará um segundo mandato. Declarou que irá se dedicar em
cheio à formação e fortalecimento de um partido e uma frente que permitam ao
país aprofundar a aplicação do inadiável programa de mudanças profundas.
“Chegamos a um ponto em que só com uma força organizada e consciente podemos
construir um país desenvolvido, que retome para si todas as decisões
políticas, econômicas, sociais e culturais”, assinalou.
O ex-ministro de Economia de Fernando de la Rua, Ricardo
López Murphy, por um partido chamado Recrear; o capacho Carlos Menem; Elisa
Carrió, do partido Afirmação para uma República Igualitária, ARI; e Roberto
Lavagna, ex-ministro de Eduardo Duhalde e dos primeiros meses do governo de
Kirchner, também anunciaram que buscarão a presidência em outubro.
Até as pesquisas avalizadas pela mídia que defende um
governo de oposição assinalam que Néstor Kirchner tem 53,6% das preferências e
Cristina atinge 46% das adesões.
“A vitória é o resultado mais provável neste pleito, mas
a derrota na eleição da capital nos aponta que não podemos descuidar a solução
dos problemas que ficaram expostos. Temos que fazer tudo para garantir uma
frente ampla e sólida. A dispersão dos setores nacionais e progressistas é a
morte de nosso projeto”, assinalou Alberto Fernández.