Mexicanos ocupam centro
da capital contra medidas entreguistas de Calderón
Mais de 100 mil pessoas se reuniram no Zócalo, região
central da Cidade do México, no último dia 2, em manifestação para marcar um
ano da fraude eleitoral que levou Felipe Calderón ao poder e contra a reforma
fiscal proposta pelo governo.
No ato, Andrés Manuel Lopes Obrador, líder da Frente
Ampla Democrática, composta pelos partidos PRD, PT, Convergência e os
movimentos sociais do México, convocou os deputados da frente a “por nenhum
motivo aprovarem” a proposta do “governo ilegítimo” de Felipe Calderón.
Obrador destacou que não deve haver negociação “com
quem sustenta uma política contrária ao povo e entrega a soberania nacional ao
estrangeiro”.
Segundo Obrador, o conteúdo da “reforma fiscal
calderonista” implica num “aumento de impostos para a maioria da população,
profissionais independentes, pequenos e médios comerciantes e empresários, sem
tocar nos privilégios fiscais do setor que se dedica à especulação
financeira”.
“Vocês crêem que cumprindo ao pé da letra a agenda do
Fundo Monetário Internacional, nosso país irá adiante?”, indagou o líder
mexicano.
“Como este ato demonstra, seguimos de pé e
desfraldando com otimismo e firmeza a bandeira da mudança democrática. E eles
andam desordenados, escoltados, escondendo-se do povo”, afirmou Obrador.
Obrador relembrou também os compromissos tomados pela
Frente na sua última assembléia, referentes à defesa do petróleo mexicano.
“Não vamos permitir a privatização da energia elétrica nem do petróleo. A
pátria não se vende, a pátria se defende”, destacou.
Concluindo o seu discurso, Andrés Lopes Obrador
conclamou a população: “Conquistamos o direito de ser livres e façamos do
México um país verdadeiramente democrático”.