CUT mobiliza Congresso contra golpe aos direitos
500 lideranças cutistas
fizeram corpo-a-corpo pelo veto à emenda 3
Mais de 500 lideranças cutistas do campo e da cidade, trabalhadores da indústria, agricultura,
comércio e serviços públicos, realizaram quarta-feira uma Ocupação Pacífica do
Congresso Nacional pela manutenção do veto do presidente Lula à emenda 3,
repudiada como “apagão de direitos”.
Durante todo o dia, em grupos de 30, os sindicalistas visitaram os
parlamentares em seus gabinetes e nas Comissões de Trabalho, esclarecendo
sobre a campanha “Vote com a CUT em defesa dos trabalhadores”. Além do repúdio
à emenda 3, que assalta direitos como o 13º, as férias e o FGTS, os cutistas
defendem a imediata retirada do Projeto de Lei Complementar (PLP) 01/07, que
engessa a folha salarial dos servidores federais; manutenção dos atuais
direitos previdenciários e inclusão dos trabalhadores que estão fora do
sistema; aprovação de projetos que valorizam a escola pública de qualidade;
garantia de negociação coletiva no serviço público e direito irrestrito de
greve no setor público.
“Com esta nossa presença, vamos sensibilizar a Câmara e o Senado a respeito da
agenda dos trabalhadores, que sublinha que o desenvolvimento nacional e o
crescimento econômico só podem ser materializados com a necessária valorização
do trabalho, a garantia de direitos e o respeito ao meio ambiente”, afirmou o
presidente da CUT, Artur Henrique.
De acordo com Antonio Carlos Spis, da executiva nacional da CUT, a hora é de
ampliar a pressão e a mobilização. “Estamos fazendo um alerta para que os
senadores e deputados não ousem derrubar o veto do Lula à emenda 3, porque os
trabalhadores já deixaram claro que não aceitam o retrocesso à lei da selva e
vão ser informados de quem votou a favor e quem votou contra os seus
direitos”, declarou Spis.
No final da tarde, dirigentes da CUT nacional, das Confederações, Federações e
Sindicatos cutistas fizeram uma panfletagem na rodoviária de Brasília “em
defesa da Previdência Pública e por nenhum direito a menos”.