Novo Centro da Fiocruz
permitirá nacionalizar a produção de medicamentos
com alta tecnologia
A criação do novo
Centro Integrado de Protótipos, Biofármacos e Reativos que funcionará
integrado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) colocará o Brasil na ponta de
produção de medicamentos com alto grau de tecnologia, conquista obtida por
poucos países na área de fármacos.
O novo centro,
anunciado pelo governo para entrar em funcionamento a partir de 2009,
permitirá nacionalizar a produção de remédios cuja tecnologia e processo de
produção ainda não eram dominados inteiramente pelo Brasil. “O centro vai
permitir que a Fiocruz dê um salto de qualidade, produção e desenvolvimento no
fornecimento de imunobiológicos de qualidade para os vários programas do
Ministério da Saúde e atendimento da população em geral”, afirmou o
vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico da Bio-Manguinhos, Ricardo Galler.
Segundo o
pesquisador, o centro permitirá que o tempo gasto entre a descoberta de um
medicamento e sua entrada no mercado, que hoje é de cerca de 4 anos, caia para
um ano.
Os primeiros
medicamentos produzidos no novo centro serão a Eritropoetina Humana
Recombinante, usada no tratamento de câncer, aids e insuficiência renal
crônica, e o Interferon Alfa 2b Humano Recombinante, usado no combate à
hepatite e alguns tipos de câncer.
Os dois
medicamentos integram uma lista de 14 remédios de alto custo, com os quais o
Brasil gasta anualmente R$ 1 bilhão com a importação de insumos ou do
medicamento pronto. Com o Centro Integrado, a produção passará a ser
totalmente nacional. Além da produção de remédios já existentes, o Centro
Integrado se dedicará à produção de lotes experimentais de medicamentos, que
hoje se encontram em fase de testes.