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Putin amplia proposta de ‘defesa conjunta’ e EUA insiste em instalar mísseis na fronteira da Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ampliou a proposta que já havia feito a Bush no mês passado, durante a reunião do G-8, no sentido de usar conjuntamente a base de Gabala, localizada no Azerbaijão, como alternativa às bases de mísseis e radares que os EUA querem instalar na Polônia e República Tcheca, sob o pretexto montar um sistema de defesa antimíssil na Europa.

Na recente visita que fez aos EUA, o presidente da Federação Russa incluiu em sua proposta, além da citada base do Azerbaijão, uma outra em Amavir, no sul da Rússia. Além disso, propôs que, neste sistema alternativo, sejam também incorporados a Otan e a União Européia. Sugeriu ainda  a criação de novos centros especiais para a realização de intercâmbio de informações em torno da defesa antimíssil, localizados em Bruxelas e Moscou.

“Não haverá necessidade de se instalar, nem o radar da República Tcheca, nem a base de mísseis na Polônia”, destacou Putin em seu encontro com Bush.

Ao responder que “as bases na Polônia e República Tcheca devem ser parte integral do sistema” e ao negar-se a analisar a proposta de Putin, Bush deixou evidente - como o governo russo vem denunciando - sua real intenção, que é a de apontar armas de grande poder destrutivo para território russo.

A primeira vez que Putin colocou a base de Garbala à disposição, em entrevista coletiva durante a cúpula do G-8, Bush – sem saber como defender publica-mente seus propósitos agressivos na fronteira da Rússia – disse apenas, para ganhar tempo, que a proposta era “interessante”. Agora, com a renovação da proposta da Rússia sendo feita durante conversa reservada, Bush não pôde tergiversar e, simplesmente rejeitou-a.

O vice-primeiro-ministro russo Serguei Ivanov esclareceu que “a iniciativa russa tem um caráter inovador. Se esta proposta der certo, não haverá necessidade de instalar novas unidades de mísseis russos na zona européia do país, na região de Kaliningrado” e disse ainda que “logicamente não haverá nenhum sentido deixar apontados os mísseis contra alvos militares na Europa central”, referindo-se às bases dos EUA na Polônia e República Tcheca. 

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06/07/2007
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