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Petrobrás rechaça ação dos Estados Unidos contra os investimentos da estatal no Irã

O Brasil refutou mais uma vez as pressões dos Estados Unidos para que a Petrobrás deixe de investir em projetos no Irã. Desta vez, a estatal afirmou que não existe motivo para interromper os negócios com o Irã, em resposta a um fundo de pensão de professores da Califórnia (EUA) - que detém uma pequena quantidade de ações da Petrobrás e está pressionando para que a empresa nacional cancele seus contratos com aquele país.

No início do mês passado, o fundo de pensão dos professores da Califórnia enviou cartas de “advertência” à Petrobrás “recomendando” que abandone seus projetos no Irã. O dito fundo tem US$ 170 milhões em ações da Petrobrás, valor irrisório diante do tamanho da estatal brasileira.

Algumas semanas atrás, o estado da Flórida sancionou lei local obrigando fundos administrados pelo estado a se desfazer de ações de empresas que investem no Irã, entre elas a Petrobrás. Projetos semelhantes estão em discussão no Congresso ianque.

Em março, o embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel, lançou mão da chantagem de que a Petrobrás poderá ter problemas em suas atividades de exploração no Golfo do México, caso continue presente no Irã. Em nota, a estatal informou que não se manifestaria sobre questões políticas sobre seus negócios com o Irã, destacando que sua presença em território iraniano é “estratégica”, e “um ponto de partida para o objetivo de reconquistar a participação no Oriente Médio”.

No mesmo mês, em visita oficial aos Estados Unidos, o presidente Lula rechaçou qualquer pressão contra o Brasil e a Petrobrás. “Eu sei que tem divergência política entre o Irã e outros países. Com o Brasil não tem nenhuma divergência política, portanto vamos continuar trabalhando junto com o Irã naquilo que for do interesse do Brasil. Não vejo nenhum problema para ser diferente”, disse Lula em negativa à tentativa de Bush em interferir nos assuntos internos brasileiros.

A Petrobrás tem atualmente um contrato no valor de US$ 32 milhões com o Irã para exploração de um bloco no Golfo Pérsico. A estatal negocia novos contratos para explorar mais dois blocos iranianos no Mar Cáspio, com investimentos em torno de US$ 470 milhões. 

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11/07/2007
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