Prefeito inocentado condena
“estardalhaço da mídia” na sua prisão e silêncio depois
O prefeito da cidade
de Camaçari (BA), Luiz Caetano (PT), preso por 6 dias durante a Operação
Navalha, afirmou que a retirada do seu nome do processo principal por decisão
da ministra Eliane Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, “na prática, está
se corrigindo uma injustiça que fizeram comigo. Desde o momento em que fui
preso, eu disse que não tinha nada a ver com a Gautama e com a Operação
Navalha”.
Acusado de
participar de um esquema de fraudes em licitações de obras públicas liderado
pelo empresário Zuleido Veras dono da empreiteira Gautama, o prefeito
conseguiu sua liberdade graças um habeas corpus expedido pelo Supremo Tribunal
Federal (STF). Depois, a ministra Eliane Calmon, em seu despacho, disse que
“não houve incorporação de verba federal ao patrimônio municipal, não houve
consumação de dano aos cofres públicos, eis que, embora formalizado o
convênio, não se completou sequer o procedimento licitatório para a escolha da
empresa que realizaria as obras”, e enviou o caso para o TRF. Com isso,
comprovou-se o que o prefeito sempre disse: que nenhuma obra da Gautama estava
sendo construída na cidade.
Caetano, em
entrevista ao Portal do PT, esclareceu que os contratos com a Gautama
existiram durante a gestão do ex-prefeito José Tude (PFL), também acusado de
fraudes eleitorais no município, que iniciaram em 1999 indo até 2004 não sendo
renovada após a posse de Caetano em 2005.
Avaliando o papel da
mídia no episódio, uma vez que não noticiou sua inocência com o mesmo peso com
que divulgou sua prisão, Caetano declarou que “isso é coisa muito maléfica,
muito ruim para a democracia. A mídia, de certa forma, só divulga fatos com a
intenção de provocar estardalhaço”.