Al Duri: “invasor e seus lacaios entraram em colapso no
Iraque”
Comandante da Resistência e sucessor de Sadam na
liderança do Partido Baas, Ibrahim Al Duri, convocou todos os patriotas
iraquianos a “intensificar a Jihad, até que o último invasor fuja do Iraque”
O comandante da Resistência iraquiana, e sucessor de Sadam na
liderança do Partido Baas, Izzat Ibrahim Al Duri, afirmou em mensagem gravada
dirigida “aos meus caros camaradas”, que o invasor “entrou em colapso e está
sendo derrotado, assim como seus seguidores, agentes e espiões em resultado de
vossa gigantesca marcha pela Jihad”. Ele convocou todos os patriotas
iraquianos a “intensificarem a Jihad, até que o último soldado do inimigo fuja
da terra do Iraque”.
Vice de Sadam no Comando
da Revolução Iraquiana, coube a Al Duri a direção executiva da Resistência e
do Baas após o seqüestro do presidente iraquiano pelos EUA. Em seguida ao
martírio de Sadam no dia 30 de dezembro do ano passado, Al Duri foi eleito
para assumir as funções que vinha exercendo interinamente. O invasor e sua
mídia já chegaram a anunciar várias vezes sua “morte” ou “prisão”, para depois
se desmentirem, e inclusive o Pentágono criou uma recompensa de 25 milhões por
sua cabeça. Na tentativa de capturá-lo, já chegaram a prender sua mulher e sua
filha.
RETIRADA
A mensagem de Al Duri
exige a “retirada incondicional das forças estrangeiras”, sua
responsabilização “pelos crimes cometidos contra o povo iraquiano” e o
pagamento de indenização “por todas as perdas que resultaram da ocupação”. A
“Associated Press”, que recebeu no domingo dia 8 uma cópia da fita, disse “não
ter como comprovar a autenticidade”, mas que “pessoas familiares com a voz de
Al Duri confirmaram que é ele”. Como se sabe, as condições da Resistência
incluem ainda a libertação de todos os presos e a restauração do exército e de
todas as legítimas instituições iraquianas.
Em recente mensagem a uma
cúpula árabe, Al Duri havia conclamado os governos árabes “a reconhecerem a
Resistência Iraquiana como a única legítima representante do povo iraquiano” e
a “boicotarem o regime de agentes e traidores”. Também havia repudiado, em
outro momento, “a explosão do domo do Imã Ali e a matança de iraquianos
inocentes e civis, e o incêndio de mesquitas, locais santos xiitas e igrejas,
e o assassinato com base em carteiras de identidade” como o resumo da
“vilania, do vício e do crime”. E anunciado que “nosso povo e a Resistência”
iriam “deter os perpetradores mais cedo ou mais tarde”.
Na fita, de domingo, ele
também fez menção ao fracasso de um pequeno grupo de renegados no estrangeiro,
sob inspiração dos serviços secretos norte-americanos, do intento de fracionar
o Baas e a Resistência, logo após a execução de Sadam. “Todos os seus desejos
se tornaram vazios”, afirmou Al Duri, sobre o joguete escalado para o papel,
porque os inimigos “não sabiam que o traidor era só um traidor”. Nesse
período, da chamada “escalada de Bush no Iraque”, o invasor sofreu as maiores
perdas que já registrou e já não há como esconder, dentro dos EUA, o fracasso
de Bush e dos colaboracionistas.
“Nós confirmamos que a
vitória está se aproximando, com a vontade de Deus, e os sacrifícios de nossos
mártires, e em particular o Supremo Mártir e orgulho dos árabes e da
humanidade, Sadam Hussein”, afirmou no dia 24 de junho comunicado da direção
do Baas de Bagdá. A mensagem saudou “Ali Hassan Al Majid, Sultan Hashem Ahmad
e Hussein Hassid Muhamad” – sentenciados à morte pelo tribunal de Bush – “por
sua postura heróica na corte e recusa a se dobrar ao inimigo” e por “manterem
a honra do Iraque e do seu grande exército patriótico”. “Receberam a sentença
com a característica fortaleza dos baasistas em face da morte. Saudaram seu
pros-pectivo martírio enquanto bradavam ‘Longa Vida ao Iraque! Longa Vida à
Nação Árabe, ao exército iraquiano e à Palestina! Nosso Partido reafirma sua
decisão de manter as armas da Resistência como a suprema esperança da
libertação, rejeitando qualquer acordo com a Ocupação, e pronto a pagar o
preço seja qual for”.
ANTONIO PIMENTA