Luta pelo futuro da
Humanidade tornou Cláudio Campos e Kim II Sung amigos e companheiros
ROSANITA CAMPOS
Em 1994 visitei a
Coréia Popular e tive a honra de conhecer seu líder máximo o Presidente Kim II
Sung – homem simples, afável, simpático, forte e bonito do alto dos seus 84
anos comemorado em grandes festas populares pelo povo coreano que o ama como a
um pai.
Era sabido que ele
estava doente, embora pela lucidez, agilidade e combatividade com que
participava das conversas e reuniões, era difícil acreditar que três meses
depois receberíamos a triste notícia de seu falecimento que tanto consternou a
todos. Pensamos na dor profunda de todo o povo coreano e dos familiares do
grande líder.
Ontem, 8 de julho,
nos lembramos dele com carinho. Cumpriu seu papel. Hoje ocupa seu lugar de
honra no firmamento como estrela maior a nos iluminar.
Durante a visita foi
possível conhecer melhor como, liderados por Kim II Sung e o PTC, o povo
coreano construía o socialismo e melhorava as condições de vida de cada um. E,
conhecendo sua história e como vivia, tivemos clareza de porque o amava tanto.
Além de ter
organizado a luta contra o invasor japonês, nos anos 30 e 40, e contra o
nazifascismo na 2ª Guerra Mundial, fundou a RPDC e o PTC – Partido do Trabalho
da Coréia - em 10 de outubro de 1945.
A jovem república
tomou como medidas iniciais: a lei da reforma agrária, a lei sobre o trabalho,
a lei da nacionalização das indústrias, da criação da Universidade Kim II Sung
e da alfabetização e saúde gratuitas para todos.
Para barrar esse
caminho soberano de desenvolvimento nacional, os EUA, em 1950, invadiram a
Coréia. Kim II Sung liderou o povo para a expulsão dos invasores – impondo ao
imperialismo norte-americano a primeira grande derrota militar, que culminou
com o armistício em 1953. E pela reunificação da Pátria cindida
artificialmente, Kim II Sung dizia: “Em breve virá o dia em que todos os
coreanos viverão felizes sobre o território reunificado. A Coréia é uma só.”
No próximo dia 28 de
julho comemora-se na Coréia o dia da vitória na guerra de libertação da
Pátria.
A partir da vitória,
o governo toma mais algumas medidas para beneficiar o povo: a cooperativização
das fazendas agrícolas, a irrigação dos campos de arroz, a mecanização, a
reconstrução das cidades com habitação para todos, a industrialização com
prioridade para o setor de máquinas e equipamentos, defesa, energia nuclear e
alimentação.
Ao mesmo tempo
estimula-se a organização dos trabalhadores nos sindicatos, são fundadas a
União Democrática das Mulheres Coreanas e a Juventude do PTC, hoje Juventude
Kim II Sung, sob a consigna ”A Coréia é uma só”. Kim II Sung incentivava: ”É
fundamental a luta política e ideológica, a superação da consciência egoísta
com o objetivo de fazer crescer a produção e a participação popular na direção
de seu próprio destino”.
Pyongyang devastada
pela guerra é hoje uma linda e desenvolvida metrópole. A Coréia é um país
próspero. Seu povo é corajoso, valente, feliz. Sereno. Como as manhãs de
Myojyang onde está o belíssimo Palácio da Amizade Internacional, idealizado
por Kim II Sung para a glória da amizade entre todos os povos do mundo.
Hoje, seu filho Kim
Jong II, que sempre o acompanhou em tudo e que conduzia o PTC como Secretário
Geral, é o Presidente da República e leva adiante a luta pela defesa (Songun)
e reunificação da Pátria.
Na Coréia todos têm
trabalho e salário digno, habitação, lazer e cultura (bibliotecas, música,
cinema, teatro, circo, pintura, bordados e esporte para todos). Cultiva-se a
ginástica e a leitura. As mulheres trabalham sem ter que abrir mão de sua
principal condição feminina – a maternidade – que é amparada e assumida como
função social, pelo Estado, pela sociedade. Não faltam creches, escolas e
hospitais.
Kim II Sung dizia
que “as crianças são o centro de tudo e elas são a prioridade em nosso país”.
Há muito o analfabetismo foi erradicado, a educação até a universidade e a
saúde são totalmente gratuitas.
Me lembro das
palavras do companheiro Cláudio Campos falando sobre a viagem, a primeira das
várias que fez à Coréia: “lá é tudo muito bem cuidado, tudo muito bem feito,
porque é feito para o povo, lá o governo trata o povo com carinho, com
consideração”. Temos em casa fotos das casas dos camponeses que o Cláudio fez
questão de registrar, por sua beleza e seus jardins.
Cláudio conheceu Kim
II Sung e a Coréia, em 1993, e desde então tornaram-se grandes amigos,
companheiros. Ele não perdia a oportunidade de incentivar a todos de
conhecerem a Coréia pois “tínhamos muito que ver e aprender com a experiência
de luta dos coreanos”.
Hoje Cláudio está
junto com Kim II Sung no firmamento e nossa luz ficou mais intensa para que
estejamos juntos aqui, na luta pelo futuro da nossa amizade, pelo futuro dos
povos brasileiro e coreano, pelo futuro da Humanidade.
Longa vida e boa
saúde ao povo coreano, ao Presidente Kim Jong II e ao PTC.
Solidariedade à luta
do povo coreano pela reunificação da Pátria.
À gloriosa memória
de Cláudio Campos e Kim II Sung.