Bird elogia gestão que
ocultou a corrupção durante oito anos
O ministro da
Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, desqualificou o relatório do
Banco Mundial que propala um aumento da corrupção no Brasil nos últimos anos.
“É simplesmente ridículo afirmar, com base nesse tipo de indicador, que o
controle da corrupção piorou no Brasil. Em primeiro lugar, porque o índice não
mede o combate à corrupção, refletindo apenas percepções sobre os fatos que
são revelados sobre corrupção. E isso tem realmente aumentado no Brasil a
partir do momento em que se passou a investigar e revelar a corrupção que
sempre existiu”, afirmou.
O relatório do Bird
diz que, pelo seu índice, a situação estava boa durante o governo de FHC -
particularmente entre 1998 e 2000, e que piorou nos últimos três anos. “Nos
últimos anos, o Brasil parece ter experimentado alguma deterioração em várias
dimensões de governança”, disse Daniel Kaufmann, um dos autores do relatório.
“Os índices
divulgados pelo Banco Mundial são tão ‘confiáveis’ que nem ele próprio os
utiliza para coisa alguma”, disse o ministro, destacando que o Brasil vem
combatendo a corrupção que no governo Fernando Henrique era acobertada. Ele
disse que muitos países que ficaram em maior classificação do que o Brasil
estão vindo ao país para “copiar as nossas iniciativas no incremento da
transparência pública e no combate à corrupção”.
Para lembrar, nos
oito anos de FHC os escândalos envolvendo membros do governo eram abafados e
as investigações eram brecadas. Isso quando acontecia alguma investigação. É
bom lembrar os casos do caixa 2 nas campanhas de 1994 e 1998, as
privatizações, Daniel Dantas e o assalto aos fundos de pensão, a máfia dos
sanguessugas, os vampiros da Saúde (que vieram à tona agora e foram presos no
governo Lula), a liberação dos bingos, o Banestado, o escândalo do Sivam
envolvendo a empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, o Proer
(programa para liberar dinheiro aos bancos), as propinas colhidas por Ricardo
Sérgio de Oliveira na privatização da Vale e da Telemar, os grampos do BNDES,
em que integrantes do governo (incluindo FHC) aparecem acertando os grupos nas
privatizações, a compra de votos para aprovar a reeleição, Eduardo Jorge e as
ligações com o juiz Lalau (só ele foi preso), a desvalorização do real e o R$
1,6 bilhão para o Marka/FonteCindam, entre tantos outros.