Para senador Inácio Arruda,
os adversários de Renan não querem provas, mas dar golpe
Em discurso de apoio ao
presidente do Senado, Renan Calheiros, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE)
afirmou que “não é fácil o presidente da Casa ter que enfrentar essa
situação”. “Inclusive em certos momentos de verdadeira provocação. O senador
Renan Calheiros tem sido provocado permanentemente pelos adversários”,
completou Arruda.
“Sinceramente, querem
transformar este episódio numa batalha política, num 3º turno, num 4º turno ou
num 5º turno, porque sabem muito bem V. Exªs que o que desejam e o que querem
é porque não conseguiram atingir o presidente Lula”, denunciou. “Não
conseguiram derrubá-lo. Esse mesmo embate tivemos desde 2005, e passamos para
2006. Sabemos o que é isso”, acrescentou num trecho do seu pronunciamento
feito na quinta-feira, na tribuna do Senado.
“O que se quer não é mais
investigar, o que se quer não é ler nenhuma prova”, prosseguiu Arruda. “Não se
tratava mais de prova, não se queria ver um documento. Poucos leram, porque
não queriam ler aqueles documentos; eles queriam era tomar uma decisão
política, meramente política”, afirmou. “Havia ali o enfrentamento. Temos de
dizer, também, sinceramente, que se a batalha se transformar não em um exame
de mérito, mas em um enfrentamento político, de forças políticas, aí a disputa
é em outro terreno”, argumentou.
“Não conhecemos os senhores
arautos da moral e da ética que estão levantando a questão agora? Conhecemos
ou não? Sabemos ou não quem são? Enfrentamo-nos ou não? Saímos ou não de uma
batalha eleitoral e política acirrada no Brasil? Ora, senhores, sinceramente,
queremos colocar isso debaixo do tapete? Queremos fazer de conta que isso não
está em causa, que não está em debate aqui no plenário do Senado Federal?”,
indagou.
“É verdade que a questão se
transformou em uma batalha política, que põe em confronto forças políticas que
têm anseios, desejos e que querem, em última instância, o lugar do senador
Renan Calheiros”, disse Arruda. “É um jogo de forças, uma batalha política. Se
não considerarmos nesses termos, aí sim, vamos querer dar uma de inocentes em
um plenário onde não há nenhum inocente”, salientou. “Aqui não há inocentes”,
insistiu. “Aliás, não há inocentes nem santos. Falo de inocentes nos termos da
inocência infantil. Não há inocência. Há um jogo político e subjacente que põe
em confronto, também, as forças que se enfrentam neste plenário
sistematicamente em torno do poder. Não é só o poder de dirigir o Senado, mas
o poder político no Brasil. É o que está em curso”.