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Cartas
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Falta raciocínio
Lula foi vaiado na
abertura do Pan, e a elite intelectual e moral do país entrincheirada nas
seções de cartas de leitores dos jornais já se lança a afirmar que isso seria
a “prova” (como se fizessem questão dessas insignificâncias) da impopularidade
do presidente e, mais grave, que os institutos de pesquisa estariam
sobrevalorizando a aprovação que Lula teria recebido, de acordo com as últimas
sondagens. Como essa tal elite chegou a tais conclusões? Simples: por costume.
Para estas cabeças pensantes, o Brasil inteiro estaria ali representado pelos
manifestantes; pula-se algumas etapas no raciocínio e pronto! Lula vai mal e
os institutos que afirmam o contrário mentem. Faltou combinar com os
institutos que colheram opiniões por encomenda do PSDB e DEMo, e que também
concluiram pela esmagadora aprovação de Lula. Cara “elite” golpista: lhes
falta o espírito esportivo.
Humberto A.
Capellari - São Paulo (SP)
Homenagem
Foi nesse dia, um
ano atrás, quando o exército de Israel invadiu o sul do Líbano acreditando em
uma vitória rápida, matando muitos civis, destruindo casas. Parabéns para o
povo do sul do Líbano, para a nossa resistência e para todos os que lutam pela
liberdade em todo o mundo. Quero relembrar todos os mártires que foram
assassinados naquele dia. Especialmente aquela família brasileira assassinada
dentro de um carro. Nós nunca vamos esquecer vocês.
Hussein Shuman
Santos – por correio eletrônico
Combate ao crime
Apesar das
impunidades rolando às soltas não se pode negar que alguma coisa está mudando
e isso está acontecendo no que toca a ação policial. Em toda história
brasileira jamais se viu ação policial tão ferrenha e eficiente como está
acontecendo ultimamente. É bom ver esse tipo de coisa para desbaratar
quadrilhas de criminosos, seqüestradores, assaltantes e corruptos que estão
tomando conta de todos os seguimentos da nossa sociedade. Diante desse quadro
positivo da ação policial espera-se que haja mais sintonia e harmonia entre a
policia e justiça para que não haja o prende e solta via habeas-corpus. Os
cidadãos honestos deste país estão sofrendo horrores com o poder da ação
criminosa e se as autoridades não estabelecerem uma estratégia firme e
rigorosa contra os criminosos e corruptos que acabam com a tranqüilidade do
povo honesto deste país, a situação vai ficar mais preta do que já está.
Paul Morin -
Curitiba (PR)
Saúde Pública
Se você possui um
plano de saúde, mesmo na base do sacrifício, fato que ocorre com a maioria dos
associados face ao elevado custo; mantenha, pois poderá viver alguns anos
mais. Porque, se depender do SUS você está ferrado, pois nunca há datas
adequadas para consultas e, sobretudo, exames. Também não há um dia sequer que
se abra um jornal e não veja notícia dando conta de que morreram pessoas nos
corredores dos hospitais públicos brasileiros, grande parte ocorrida em
virtude de demora ou ausência de atendimento médico. Se a decência e a
moralidade tivessem chance, e se até menos de dez por cento do dinheiro
público perdido em corrupção no Brasil fosse investido em saúde, quem sabe
milhares de vida teriam uma oportunidade, como determina a razão.
Habib Saguiah Neto
- Marataízes (ES)
Tribunais demais
O Brasil vive de
reforma de lei. A cada novo governo eleito, a discussão na mídia gira em torno
das reformas “essenciais”. A cantilena é repetida em outras pastas do governo,
mas no Judiciário é constante e sob as mesmas alegações. As privatizações já
foram a solução do atraso. Só entregaram os bens públicos ao setor privado, ao
limite da responsabilidade. O problema das más administrações seria o curto
prazo dos mandatos. A solução seria a reeleição, que agora é o problema. Na
Justiça, há duas décadas a Constituição Federal criou o Superior Tribunal de
Justiça e os tribunais federais. Há mais tempo, eram as varas especiais.
Depois, seriam os tribunais de pequenas causas. E assim uma alternativa
paliativa atrás da outra. O cerne da questão nunca foi nem é atacado. Definir
a competência dentre as várias “justiças” especiais tem sido o maior causador
de morosidade nos julgamentos. Ainda, assim, um parlamentar apresentou projeto
de lei para criar mais um tribunal específico para julgar administradores
públicos. A briga pelo foro privilegiado e as estatísticas comprovam que este
só serve à impunidade. Deve estar nesse projeto que a escolha dos futuros
juízes será atribuição dos futuros réus. Definitivamente, quanto mais se criam
órgãos, e não se investe na otimização de serviços, nunca sairá dessa bola de
neve destinada propositalmente a aprofundar a morosidade e conseqüente
impunidade.
Pedro Cardoso da
Costa – São Paulo (SP)
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