Ação de Abbas pela
edificação do Estado Palestino recebe apoio das Brigadas dos Mártires Al Aqsa
Os militantes da
facção da Resistência Palestina “Brigadas dos Mártires Al Aqsa” acataram a
proposta de ação unitária pelo estabelecimento do Estado Palestino e pela
unidade das forças de segurança palestinas, sob o comando da Autoridade
Nacional Palestina e entregaram suas armas à ANP no dia 16 na cidade de Nablus,
na Cisjordânia.
O
primeiro-ministro do governo palestino de emergência nomeado pelo presidente
da ANP, Mahmud Abbas, destacou que as pequenas e isoladas medidas israelenses
como retirada de alguns postos policiais-militares nos territórios palestinos
a liberação de fundos palestinos retidos pelo regime de Israel e a libertação
de algumas centenas de presos (o número de presos palestinos em Israel é de
cerca de 10 mil), não fazem sentido sem negociações e passos efetivos para que
se ponha fim à ocupação com a retirada das tropas israelenses.
As declarações
foram dadas pelo ministro palestino ao jornal israelense Haaretz. “Seria um
erro patológico tentar colocar o foco dos entendimentos com os palestinos
nestas questões”.
“Somente”,
acrescentou Fayyad, “negociações sobre os aspectos de curto e longo prazo para
o processo de paz poderia restaurar a fé neste processo nas populações de
Israel e da Palestina”.
Fayyad lembrou a
desastrosa retirada unilateral de Gaza realizada por Sharon em 2005 sem
negociação de paz e pelo estabelecimento do Estado palestino, relacionando os
acontecimentos recentes na Faixa de Gaza com a manutenção da ocupação na
Cisjordânia. O ministro disse rejeitou a opção de cortar Gaza da Cisjordânia
“são partes do mesmo Estado palestino independente”.
“Uma vez que o
Hamas fez dos residentes de Gaza seus reféns ao tomar a faixa de forma
violenta é injusto punir seus moradores com um cerco financeiro para tentar
enfraquecer o Hamas. Israel deve reabrir suas fronteiras e cruzamentos com
Gaza fechados depois que Gaza foi tomada pelo Hamas, permitindo o fluxo livre
de víveres e mantimentos”.