Governo do Rio reforça
ações no Complexo do Alemão contra traficantes
Balanço da Secretaria de
Segurança do Rio de Janeiro sobre as operações de combate ao tráfico de drogas
e armas na Vila Cruzeiro e no complexo do Alemão aponta que, em 29 dias, das
17 pessoas que morreram, 13 eram ligadas ao tráfico. Nos confrontos dos
marginais com a polícia, três moradores e um policial perderam a vida. “Para
fazermos um diagnóstico isento é necessário encararmos a realidade sem
desvios, deixarmos de lado a tentação por números de curto prazo, o moralismo
ingênuo e até mesmo as dores do conflito”, afirmou o secretário de Segurança,
José Mariano Beltrame.
Nas operações, a polícia
aprendeu armas e munições de diversos calibres, 8,5 quilos de cocaína, 210
quilos de maconha e 48 pedras de crack. Dois carros e cinco motos roubados
foram recuperados pela polícia, que também encontrou anotações do tráfico,
farda militar e rádios transmissores.
“A ação da polícia na Vila
Cruzeiro recrudesceu certas críticas em torno da política de segurança pública
adotada no Rio de Janeiro”, disse o secretário. “As maiores queixas em relação
ao enfrentamento - na Vila Cruzeiro e nas outras favelas - se referem à
brutalidade dos confrontos e à falta de inteligência. A cidade do Rio de
Janeiro tem hoje 759 comunidades carentes, 328 delas com movimento do tráfico.
A inteligência policial nos informa que mais da metade dos crimes praticados
desde a virada do ano - tais como roubo de veículos, homicídios e ataque a
alvos civis - foram promovidos por bandidos ligados à maior facção criminosa
do estado. As ações da Polícia Militar no Complexo do Alemão visam
desarticular a base operacional desse grupo”.
Como destacou Beltrame, “nos
parece inconcebível assistir passivamente a evolução de bandos armados para a
guerra, que empunham metralhadoras anti-aéreas, atiram em inocentes para
proteger-se e resolvem suas diferenças em plena luz do dia no centro da cidade
- como aconteceu no Morro da Mineira há um mês. É imperioso continuar com as
operações planejadas sob pena de estarmos compactuando com os criminosos”,
afirmou o secretário.