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Secretário de Aécio envolvido na Operação Navalha da PF

O atual secretário da Fazenda de Aécio Neves (PSDB-MG), Simão Cirineu Dias, foi apontado pelas investigações da Polícia Federal na Operação Navalha como elo de ligação entre a  Gautama, de Zuleido Veras, e a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda (STN). Liberações dos recursos pela Secretaria do Tesouro eram facilitadas através dos contatos acertados no órgão por Simão Cirineu e por Roberto Figueiredo Guimarães, ex-presidente do BRB, preso durante a ação da PF.

Segundo matéria do portal “Congresso em Foco”, a ligação de Simão Cirineu e Roberto Figueiredo com a Secretaria do Tesouro teve início durante a participação dos dois no órgão ainda na década de 90. Eles atuaram juntos na STN por cerca de dois anos, entre 1990 e 1992. Roberto Figueiredo foi Secretário do Tesouro Nacional enquanto o atual auxiliar do governo tucano ocupava a função de secretário-adjunto. 

Após sair da STN, Simão Cirineu ocupou também em 2001, o cargo de secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, por indicação do então chefe da Casa Civil de FHC, Pedro Parente. Simão foi o primeiro nome do alto escalão confirmado para o segundo mandato de Aécio Neves.

Em junho de 2004, Simão deixou o cargo de secretário-adjunto da Fazenda de Minas Gerais para assumir a Secretaria de Planejamento do Maranhão, foco de investigação da Operação Navalha. Em fevereiro de 2006, Roberto Figueiredo também foi contratado pelo governo do Maranhão como consultor financeiro da Secretaria da Fazenda.

Nos diálogos entre Zuleido e outro diretor da Gautama, divulgados pela PF, o nome do atual secretário da Fazenda do governo mineiro aparece sete vezes. Em um deles, Vicente Vasconcelos Coni, diretor da Gautama, também investigado pela PF, fala de Simão Cirineu para Zuleido. Vicente faz um relato a Zuleido de sua conversa com Roberto Figueiredo: “já conversei com Roberto para que ele cheque com Simão se já entrou a coisa, entendeu?”. “Roberto falou que amanhã dava uma posição”. 

Em outro trecho, o mesmo Vicente comemora com Zuleido a entrada do dinheiro: “o dinheiro já está em caixa”, diz. E explica: “Ele não podia usar esse dinheiro a não ser para pagar impostos, essas coisas... Ele conseguiu fazer a jogada aí que foi permitido usar nessas obras, como se fossem de emergência alguma coisa assim...”. Segundo a PF, as duas citações gravadas durante a operação coincidem com as funções de Simão como o então secretário do Planejamento no governo maranhense, na gestão de José Reinaldo Tavares.

Os recursos foram liberados fraudulentamente em dezembro de 2004 para a construção de uma ponte sobre o riacho Barro Douro, no município de Tutóia, operação investigada pelo Ministério Público. Em documentos enviados posteriormente aos promotores estaduais, Simão Cirineu acabou confirmando que o pagamento de R$ 1,5 milhão para esta obra, foi feito, conforme disse Vicente, em regime de urgência.
 

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01/06/2007
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