Informe Publicitário
Sindicato dos Professores
do Ensino Oficial do Estado de São Paulo
APEOESP
mantém mobilização pelo atendimento da pauta de reivindicações
No
manhã de quarta-feira, 23, Dia Nacional de Luta Unificada por Nenhum Direito a
Menos, os professores ligados à APEOESP (Sindicato dos Professores do Estado)
reuniram-se no vão livre do MASP em assembléia geral, que contou com mais de
quatro mil participantes, e aprovaram a continuidade da campanha salarial e
educacional 2007.
Os
docentes da rede oficial de ensino decidiram ainda uma nova assembléia para o
dia 15 de junho, além de manter pressão sobre o governo pela abertura de
negociação em relação aos pontos da pauta de reivindicações — reajuste
salarial; incorporação das gratificações com extensão aos aposentados; fim da
aprovação automática; novo plano de carreira; fim da proposta de avaliação de
desempenho; máximo de 35 alunos por sala; entre outros.
À
tarde, os professores participaram do ato unificado contra as reformas,
convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais. O ato reuniu cerca de
20 mil pessoas, que seguiram em passeata até a Assembléia Legislativa, onde
estava acontecendo a votação do Projeto de Lei Complementar 30/05, que cria o
SPPrev, a nova previdência dos servidores públicos, que prejudica a categoria.
Governo
não negocia
Desde
o início do ano, a APEOESP vem solicitando abertura de negociação com o
governo e o cumprimento da data-base dos professores. O governador José Serra,
adotando postura antidemocrática, tem ignorado as solicitações. Apesar do
superávit de mais de R$ 3 milhões na arrecadação do governo no primeiro
quadrimestre do ano, Serra não atende às reivindicações salariais dos
professores.
Depois
de muita luta e pressão na Assembléia Legislativa e sobre o governo, os
funcionários públicos conquistaram uma reivindicação histórica: o
estabelecimento da data-base em 1º de março. Logo após uma grande manifestação
do funcionalismo, no final de fevereiro, o governo chegou a instituir uma
Comissão de Política Salarial. Desde então, contudo, não apresentou qualquer
proposta de reajuste ou a abertura de um canal de negociação das
reivindicações. Como o governo do PSDB, que tem se pautado nos últimos doze
anos pela falta de diálogo, vem ignorando a data-base. Por isto os professores
continuam mobilizados para garantir seus direitos.
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