Desmascaradas
acusações da mídia a Putin:
Assassino de espião russo em Londres é guarda-costas
do mafioso Boris Berezovski
O russo Andrei
Lugovoi, funcionário para “questões de segurança” do mafioso Boris Berezovski,
foi acusado pela Procuradoria britânica pelo assassinato de Alexander
Litvinenko, outro funcionário de Berezovski, morto em Londres, em 2006, por
exposição à radiação de polônio-210.
Desmascarando a
mídia submissa a interesses escusos dos atuais ocupantes da Casa Branca que
acusou abertamente, e sem nenhum indício, o governo de Vladimir Putin pelo
crime, na semana passada, o diretor de processos públicos da Procuradoria, Ken
MacDonald, afirmou que “as provas que a Polícia me enviou são suficientes para
acusar Lugovoi pelo assassinato de Litvinenko por envenenamento deliberado”.
Os dois se
encontraram em Londres várias vezes em novembro de 2006. Os órgãos de
segurança ingleses encontraram sinais de radiação em diferentes
estabelecimentos pelos quais Lugovoi passou durante sua estadia no país. Em 23
de novembro de 2006, Litvinenko morreu devido a ferimentos causados pela forte
radiação. O acusado também foi internado num hospital com alto teor de
radioatividade no seu corpo, porém não mortal.
Lugavoi se
encarregava da proteção de mafiosos como o ex-primeiro ministro de Boris
Ieltsin, Igor Gaidar, e depois começou a armar empresas de fachada como, por
exemplo, distribuidoras de bebidas, para os negócios espúrios de Berezovski na
Inglaterra.
Provavelmente
sentindo que ficou difícil manter a versão da “responsabilidade do governo
russo”, Berezovski entregou seu guarda-costas: “Racionalmente devo reconhecer
que há 90% de probabilidade de que Lugovoi seja o assassino; mas
emocionalmente ainda não estou preparado para reconhecê-lo”, disse, com
cinismo, em entrevista à rede de televisão inglesa Sky News.
Os ingleses pediram
a extradição do acusado. A Procuradoria-Geral da Rússia declarou num
comunicado que a Constituição da Rússia não permite a extradição de cidadãos
russos, e que um tribunal russo julgará o crime.
S. SANTOS