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Espionagem de Bush descobre plano de célula de idosos para explodir aeroporto de Nova Iorque

Segundo jornais americanos “autoridades desarticularam plano para explodir o aeroporto John Kennedy em Nova Iorque”, sem especificação em nenhum deles acerca de quais seriam estas “autoridades”.

O New York Times apenas escreve que o “informante” utilizado por estas autoridades é “um traficante de drogas duas vezes condenado”.

O alardeado atentado seria levado a cabo por quatro pessoas. Um deles um ex-funcionário do próprio aeroporto, agora aposentado e com 63 anos de idade. Eles teriam – para levar a cabo seu plano mirabolante – se aliado a um grupo islâmico de Trinidad e Tobago.

O estudioso do islamismo no Caribe, Chris Zambelis, se declarou surpreso com essa suposta ligação: “nesses grupos simplesmente não há histórico de atuação fora de Trinidad, para não falar de um plano desse tipo”.

A advogada de imigrantes nos EUA, Dolly Hassan, descreveu como “muito, muito bizarras” as acusações de que a população de origem caribe-nha nos EUA poderia produzir terroristas. “A imensa maioria dos guia-neses não acompanham, não entendem,  nem se interessam pela política do Oriente Médio”.

A advogada relatou que as pessoas do bairro de Nova Iorque conhecido como Pequena Guiana acharam ridícula a história. “Eles acham tudo isso uma besteira. Uma história muito boba. As pessoas chegam e dizem: ‘vocês ouviram? Parece uma história dos três patetas’ e dão risada”.

Anthony Smith, vizinho de Kareem Ibrahim, um outro senhor de idade, também acusado de planejar o atentado, manifestou sua descrença. “O que? Aquele velho, um terrorista? Não acredito”.

“Se isso for verdade, não dá mais pra saber quem é seu vizinho. Ele é um bom homem”.

Quanto ao ex-deputado Abdul Kadir, da Guia-na, também acusado, o radialista Billal Abdulah, de Trinidad, foi claro: “a acusação nos parece estranha”. Ele disse conhecê-lo e não acreditar em seu envolvimento.

Já os técnicos responsáveis pelos dutos que os tais “terroristas” fariam ir pelos ares foram enfáticos. Roy Haase declarou: “não é possível que os explodam. A área é isolada do oxigênio, necessário para a combustão”.
 

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06/06/2007
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