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UEE/SP faz Congresso sob o lema da unidade pelos avanços na educação 

A chapa “1º de Fevereiro”, vitoriosa no Congresso, unificou os estudantes em torno da luta pela aprovação da Reforma Universitária, da ampliação do ProUni e em defesa da universidade pública

Cerca de 1.000 estudantes de universidades de todo do Estado de São Paulo participaram do 8º Congresso da UEE-SP (União Estadual dos Estudantes), realizado entre os dias 1 e 3 de junho, no Centro de Convenções de Serra Negra.

Com 371 votos de um total de 501, foi eleita a chapa “1º de Fevereiro”, que unificou os estudantes em torno das bandeiras da aprovação da Reforma Universitária, da ampliação do ProUni e em defesa da universidade pública. A chapa “1º de Fevereiro” - uma homenagem ao dia em que a UNE (União Nacional dos Estudantes) retomou o terreno de sua sede histórica no Rio de Janeiro - uniu as juventudes do PCdoB, do MR8, do Movimento Mais do PT, da Democracia Socialista (DS), do PT, do PSB e do PDT sob a palavra de ordem “O movimento estudantil unificado nas mudanças do Brasil!” e “Ô lelê! Ô lalá, o ProUni é a chance da galera estudar!” 

PRONTOS PARA A LUTA 

“Saímos do 8º Congresso da UEE muito mais fortalecidos e mais convencidos dos nossos desafios”, afirmou Augusto Chagas, reeleito presidente da UEE-SP. “Sairemos daqui prontos para a luta, com a convicção de que é possível e necessário a gente resistir aos ataques às universidades públicas de São Paulo”, disse Augusto durante a plenária final do congresso, lembrando que a UEE está comemorando seus 58 anos de existência.

Para Antônio Henrique, eleito vice-presidente da entidade, “essa é a chapa da unidade, é a força que, junto com os estudantes do Brasil inteiro, irá aprovar a Reforma Universitária, que irá garantir mais de 570 mil bolsas do ProUni para os estudantes. É a força que vai desmascarar a direita, que vai derrubar os decretos do governador tucano de São Paulo”, disse.

Ao denunciar os ataques de Serra às universidades estaduais paulistas, a diretora do DCE da USP, Leide Maia, afirmou que “esse congresso vai garantir as mobilizações nas ruas contra esse governo e vai colocar milhares de estudantes nas ruas para dizer um basta a José Serra”.

Durante toda a plenária os estudantes entoavam palavras de ordem em apoio às mudanças na educação brasileira e em repúdio à política de Serra, como “ô, ô, ô, o filho do pedreiro vai poder virar doutor”, e “Serra ladrão vai sair de camburão”. Enquanto isso, um grupo nomeado “Mica”, que se dizia “Movimento Independente”, formado por membros do PSDB, gritavam “Ei, preste atenção, o capitalismo é a base da nação”, sendo vaiado pelos estudantes. Também repelido, o grupo do PSol defendeu a não aprovação da Reforma Universitária e o fim do ProUni.

O ato de abertura do 8º congresso da UEE contou com as presenças de Miguel Manso, membro do Comitê Central do MR8, do deputado Aldo Rebelo, de Carlão, presidente da APEOESP, Ariovaldo de Camargo, da CUT e Gustavo Petta, presidente da UNE.   

“O Brasil vive um momento importante da sua história. O Brasil fez chegar ao governo um representante das forças sociais, da luta por um país mais democrático e independente. Seu governo é marcado pelo triunfo e vitórias dessas forças, e agora enfrentamos o desafio de fazer o Brasil.”, afirmou Aldo Rebelo.

“Em 1967, alguns centros acadêmicos, um dos quais tive a oportunidade de participar como presidente do CAASO da USP em São Carlos, travávamos uma luta mais ou menos parecida como essa que os companheiros da USP, da UNICAMP, da UNESP estão travando nos dias de hoje”, lembrou Miguel Manso. “Tivemos muitos lideres torturados, assassinados, e em 1976 fundamos o DCE Livre da USP. Na época o MEC assinou um acordo com a USAID, que previa o fim da universidade pública. Cortaram as verbas das universidades, as colocaram sob as fundações privadas. Hoje, novamente forças ligadas a esses interesses obscurantistas, que não visa outra coisa a não ser a privatização, que não acreditam na capacidade do povo brasileira de construir seu destino, não acreditam na capacidade dos estudantes e professores brasileiros, acreditam que tem que entregar nossa nação para outros interesses, novamente essas forças estão tratando de estrangular as universidades públicas”, afirmou. E prosseguiu: “Nas eleições de 2002, fomos vitoriosos e avançamos na luta pela libertação do nosso país. Agora é fundamental avançarmos a nossa consciência, a consciência de quem são nossos adversários, e é hora da nossa juventude ocupar as ruas, as praças e construirmos a unidade na nação para avançarmos no desenvolvimento”.

Durante o congresso os estudantes debateram em painéis com a participação de convidados temas como a Universidade Pública, Universidade Particular, Movimentos Sociais, e a Democratização dos Meios de Comunicação, e na plenária final aprovaram as resoluções e a nova diretoria da entidade.

JÚLIA CRUZ

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Edição
06/06/2007
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