UNE saúda Congresso e
destaca importância da universidade pública
A União Nacional
dos Estudantes (UNE) saudou o 18° congresso da UEE. Presente na mesa de
abertura, o presidente Gustavo Petta destacou em sua intervenção que a América
Latina vive um momento muito diferente do que estava estabelecido há tempos,
quando “o neoliberalismo reinava em governos que seguiam à risca a cartilha do
Fundo Monetário Internacional, como Fernando Henrique e Menem”.
Gustavo citou a não
renovação da rede RCTV na Venezuela, e afirmou que “os que atacam Hugo Chávez
em nome da liberdade de imprensa, defendem, na verdade, a liberdade dos donos
das empresas de comunicação que tentaram dar o golpe e foram derrotados na
Venezuela e que estão sendo derrotados em muitos outros países da América
Latina”
Hoje a América
Latina vive um momento de unidade em torno de interesses contrários ao
neoliberalismo” e, devido a isso “o presidente Bush, quando nos visitou, teve
a recepção que merecia, com protestos e manifestações”.
Presente na mesa de
debates sobre universidades públicas, o Secretário Geral da UNE, Pedro Campos,
fez sua intervenção destacando o papel da universidade pública no Brasil. Ele
lembrou que, na época do governo de FHC, a universidade pública serviu como
instrumento de “ação do mercado” e que nessa época os investimentos foram
praticamente zerados. Segundo Pedro, os recursos para custeio foram cortados
em 50% e os professores e funcionários passaram 8 anos sem aumento salarial o
que gerou uma “falência grave e profunda na universidade pública brasileira”.
Sobre os decretos
do atual governador de São Paulo, José Serra, para as universidades públicas
estaduais, Pedro declarou que eles “visam quebrar a autonomia porque para o
PSDB o dinheiro público só serve para pagar juros”. O Secretário Geral da UNE
lembrou que “os decretos geraram a mais ampla mobilização unificada nas
universidades, reunindo estudantes, professores e funcionários”.
“No governo Lula estamos
conquistando mudanças profundas na educação brasileira, essas mudanças se
devem a uma profunda mobilização social que existe no Brasil” afirmou. “Hoje
não existe espaço para retrocesso, hoje qualquer um que pregue a volta dos
períodos de FHC será derrubado pela mobilização popular” completou.