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Mega manifestação

A foto de domingo, 3 de junho de 2007, mostra a massa popular em Caracas, numa mega manifestação em apoio à decisão do governo Hugo Chávez de não renovar a concessão pública à emissora golpista RCTV. Não precisa dizer mais nada. A imagem diz tudo, é eloqüente, grita, convence, entusiasma, ratifica o acerto da decisão governamental. É praticamente plebiscitária. Vocês acham que a mídia golpista brasileira vai mostrar imagens dessa manifestação? Pessoal: lembram-se de que a mídia divulgou o resultado de uma pesquisa em que quase 80% do povo venezuelano rejeitou a não prorrogação da concessão à RCTV, por Chávez? Pois é... Sabem onde foi feita essa pesquisa, que realmente é verdadeira? Entre o pessoal que participava da pequena passeata a favor da RCTV. Como se vê, a “nossa” mídia brasileira é igual à mídia venezuelana “deles”.

Murilo D. César - correio eletrônico

Imbecil requerimento

A origem da imbecilidade de dar palpite na Venezuela foi a seguinte: o senador Sarney fez defesa da “democracia” na Venezuela (como se ela não existisse lá) e apareceu em seguida, no Senado, o imbecil requerimento a favor dos golpistas da RCTV. O Sarney (ex-udenista ) de 1964 a 1984, nunca defendeu a democracia no Brasil (que eu saiba). Não fez como o HP em sua luta heróica, mas conviveu com a ditadura militar. No último instante nas Diretas-já, entrou de carona na candidatura do Tancredo Neves. Não se esqueçam disto. Quer o Sarney uma coisa que existe de sobra lá, fazendo de conta que não tem, onde mais de 60% dos votos foram para Chávez. Aqui, porém, ficou 20 anos sem falar nada. Com essa atitude desses dois cabeças de jerico e com a cumplicidade do demo Heráclito Fortes (que não podia perder a oportunidade de fazer intriga entre os dois chefes de Estado) criou um problema para o Lula e um ambiente hostil para o Chávez, e irá atrapalhar a sua luta para a unidade e libertação do Continente Sul-americano. Esses dois jericos e seus comparsas deveriam ter protestado quando o genocida invadiu o Iraque, se bem que o Senado não deve ter essa atribuição. O artigo 223 da Constituição brasileira diz: “... compete ao Poder Executivo outorgar concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora (...) A  não renovação da concessão  dependerá da aprovação de dois quintos do Congresso Nacional. Com essa atitude, esses senadores estão sabotando o governo do presidente Lula. Meus pêsames.

Valentim Valente - correio eletrônico

Privatização da Vale

Embora não seja de minha autoria, gostaria de reproduzir o texto a seguir, de Luiz Brasilino, retirado do livro “Venda da Vale um Golpe no Brasil”, o qual recomendo e considero de interesse dos leitores do jornal Hora do Povo: “A nação brasileira passou 55 anos construindo o patrimônio da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Foi então que, em 1997, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) resolveu atender, mais uma vez, às exigências do capital – leia se, grandes corporações e bancos, o grupo dos sete países mais ricos do mundo e organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial e vender a Vale. A dívida pública do Brasil interna e externa estava muito elevada e isso reduziria a capacidade do Estado investir. Logo, disseram os tucanos, a solução seria leiloar as estatais e, com a verba arrecadada, amortizar algumas parcelas dessa dívida. No entanto, em que pese a ingenuidade de acreditar nessas palavras, a distância entre a fantasia do discurso e a frieza dos números se mostrou um abismo. O Programa nacional de Desestatização (PND), durante o governo FHC. Conseguiu vender 70% das estatais e arrecadou aproximadamente R$ 60 bilhões. Esse valor correspondia a mais da metade da dívida pública interna no início do governo FHC, R$ 108 bilhões. Mas ao final do segundo mandato tucano, o dinheiro arrecadado com os leilões não passava de um décimo da dívida interna, a qual disparou para R$ 687 bilhões. Com o endividamento externo, a situação foi parecida. De 148,2 bilhões de dólares em 1995, a dívida passou a ser de 227,6 bilhões de dólares em 2002”. É apenas para relembrar um crime contra o país que deve ficar para sempre na memória nacional.

Marcius Machado - correio eletrônico

Álcool combustível

O súbito interesse mundial no álcool brasileiro deve nos deixar de olhos abertos, pois produzimos álcool combustível há décadas e, de súbito, o interesse do mundo se volta para o Brasil. Se nosso país produzir para exportar, irá gerar riquezas e desenvolvimento. Se produzir para ser escravo do interesse americano, devemos criar sérios mecanismos de proteção, pois esses gringos nunca dão ponto sem nó. Afinal, o Brasil já deixou de ser explorado por causa da cana de açúcar há alguns séculos, e que essa realidade não volte a nos atormentar... Que o governo brasileiro fique atento a essa visível ameaça.

Paulo Lencóis Freitas - São Paulo (SP)
 

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08/06/2007
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