Abbas, ao condenar ocupação israelense:
“Revolução palestina aproxima a conquista do nosso Estado”
“Superamos a derrota com a Revolução, e agora
estamos enfrentando todos os problemas para seguirmos em frente em nosso muito
próximo objetivo de estabelecer nosso Estado. Esses problemas que vivemos são
como as dores do parto do nascimento do Estado Palestino”, afirmou o presidente
da Autoridade Nacional Palestina, ANP, Mahmoud Abbas, na terça-feira, 5, pela
ocasião do 40º aniversário da ocupação israelense.
Após a denominada Guerra dos Seis Dias, iniciada
por Israel em 5 de Junho de 1967, as tropas israelenses ocuparam os territórios
palestinos da Cisjordânia (incluindo o oeste de Jerusalém) e a Faixa de Gaza,
além da península de Sinai, no Egito (retirando suas tropas posteriormente) e
as Colinas de Golã na Síria.
DIREITOS LEGÍTIMOS
O presidente palestino declarou que o povo
Palestino respondeu às ocupações com o compromisso da identidade nacional e da
luta pelos direitos legítimos.
Alertando para os conflitos e aclamando pela
unidade, conclamou: “é preciso apoiar o Governo de unidade nacional, porque
esta é a oportunidade que temos para avançarmos juntos”.
O ministro da informação e porta-voz do gabinete
da ANP, Dr. Mustafá Al Burghouti, declarou que “o povo palestino não foi
derrotado porque o resultado da guerra de 67 contribui para inflamar a
resistência nacional”.
“Nossa luta é acabar com o muro do Apartheid,
com a expropriação das terras palestinas, com as intimidações através dos
checkpoints nas ruas e outras violações da lei internacional dessa ocupação que
já é a mais prolongada da história moderna”, acrescentou Burghouti.
O repúdio à ocupação ocorreu na cidade de Hebron,
na Cisjordânia, onde centenas de ativistas do movimento israelense “Paz Agora”
se manifestaram contra a ocupação e os assentamentos (em Hebron está localizado
um dos assentamentos que abriga colonos israelenses em terras assaltadas
palestinas).
Participaram do protesto, ativistas da frente
pacifista israelense Meretz e do Conselho Ecumênico de Igrejas e palestinos.
Cartazes em hebraico e em árabe pediam o fim da ocupação.
À tarde, foi realizada outra
manifestação na aldeia de Anata, ao norte de Jerusalém, onde ativistas
palestinos e israelenses, disputaram uma partida de futebol.