Entidades sindicais, de
mulheres e negros, na luta com os estudantes pelo desenvolvimento do Brasil
O painel de
‘Movimentos Sociais’, realizado no Congresso, no sábado, foi bastante
caloroso. Com a participação de Lídia Correa, presidente da Federação das
Mulheres Paulistas, Alessandra Terribili, da Marcha Mundial de Mulheres, Paulo
Sabóia, presidente da CGTB-SP (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) e
Eduardo de Oliveira, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB),
a pequena sala de discussão ficou lotada até o final com o agito da bancada
Mutirão.
Lídia Correa,
destacando o crescimento da participação da mulher nas últimas décadas,
afirmou que “há todo um movimento da sociedade no sentido de promover uma
participação maior de todos, especialmente da mulher”. “Mas ainda assim, as
mulheres ainda sofrem com a jornada dupla, com salários menores, assédios no
trabalho. Ainda não temos uma atenção especial no trabalho enquanto mulher,
uma atenção à saúde, à questão da maternidade. E o horizonte da luta das
mulheres deve ser garantir esse espaço na sociedade com a garantia de seus
direitos como mulher”, disse.
Para Sabóia, “As
diversas transformações pelas quais nós passamos tiveram decisiva participação
dos estudantes”. “Nós, as centrais sindicais, o movimento popular, saímos às
ruas contra as privatizações e barramos as privatizações. O Brasil era
dominado pelo comércio dos Estados Unidos. Hoje, com Lula, o governo já abre
relações comerciais com outros países. Antes, nossa soberania estava submetida
aos interesses do FMI, e hoje, a nossa palavra de ordem é avançar no
desenvolvimento”. O professor Eduardo, que cantou o Hino à Negritude, disse
que “com o crescimento do país a juventude também se fortalece”. “E é isso que
a direita não quer, é isso que a grande imprensa não quer porque eles têm medo
do povo”, afirmou.