“Reforma política vai a
votação”, diz Chinaglia
O presidente da Câmara,
deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu que seja votado o novo projeto de
reforma política ainda esta semana. “É bom que a reforma política vá a voto,
porque parece haver uma unanimidade de que todos querem a reforma, mas, quando
vai a voto, as divergências aparecem. Mas eu acho que isso amadurece a
discussão e é democrático que a maioria prevaleça”.
Para Chinaglia, deve-se
adotar o acordo acertado entre os líderes partidários no final de maio que
descartou todas as antigas proposições sobre a reforma e prevê a análise da
nova proposta de reforma política (o PL 1210/07) e em regime de urgência
conforme o amplo resultado favorável na votação (378 a 43) há duas semanas.
“Vamos colocar em votação. A reforma política que sair vamos saber depois”,
afirmou.
Na proposta a ser analisada
estão as principais e mais debatidas questões, que são o voto em listas
pré-ordenadas, o financiamento público de campanha, a fidelidade partidária,
as federações partidárias e a propaganda eleitoral.
As propostas de reforma
política serão analisadas logo que forem votadas duas medidas provisórias, com
prazos de tramitação vencidos: a que trata de créditos para a Caixa Econômica
Federal e que se acredita existir consenso para aprovação, e a que se refere à
reestruturação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).
Na segunda-feira, a
Executiva Nacional do PT decidiu por fechar questão em torno da reforma
política. “A Executiva vai fechar questão sobre a reforma política,
especialmente sobre o financiamento público de campanhas e o voto em lista
fechada, sem os quais não se acaba com o caixa dois e a corrupção eleitoral”,
informou o secretário de Comunicação do PT, Gleber Naime. A reunião que vai
formalizar a questão acontece nesta quinta-feira com a bancada de deputados do
PT.