Amorim na OMC: “Não vamos
desindustrializar o Brasil e o Mercosul”
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou
que os países em desenvolvimento não vão abrir mão de seus objetivos em nome
de um acordo nas negociações da Organização Mundial de Comércio (OMC).
“Sabemos que estamos em uma fase de negociações, mas não estamos dispostos a
sacrificar nossas posições fundamentais simplesmente para obter um resultado
rápido”, declarou Amorim em Genebra, Suíça, após reunião na sede da OMC, com
dezenas de representantes de países em desenvolvimento.
Os países centrais querem que as nações em
desenvolvimento abram seus mercados para seus produtos e serviços, em
detrimento do desenvolvimento.
“Não vamos desindustrializar o Brasil e o Mercosul”,
advertiu Amorim, em recente entrevista. “Eu queria a redução dos subsídios
domésticos dos EUA a US$ 12,4 bilhões, a limitação dos produtos sensíveis para
países desenvolvidos a 1% dos itens agrícolas, o corte de 75% na tarifa
agrícola mais alta da UE. Esses tópicos não estarão, provavelmente, do jeito
que eu quero. Então a abertura industrial brasileira não estará do jeito que
eles querem. Nós vamos procurar a convergência entre o mínimo de ambição
necessário e o que é aceitável”, afirmou.