Advogado: “Vavá é um homem simples, não fez lobby, apresentações e
nem credenciais”
Em entrevista
coletiva concedida no domingo, o advogado Nelson Passos Alfonso, que defende
Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, afirmou que o seu “cliente é uma pessoa que
tem pouca cultura, a compreensão dele é muito pequena. Ele não é uma pessoa
que tem condição de fazer lobby”. Vavá é acusado pela Polícia Federal, com
base em gravações telefônicas, de praticar tráfico de influência por ser irmão
do presidente Lula.
“Ele (Vavá) me disse
que nunca esteve em um ministério. Não tem condições de se portar em frente a
um ministro, não tem preparo para isso. Lobby, apresentações, credenciais, ele
não fez”, disse o advogado, destacando que Vavá se alfabetizou pelo Mobral
(Movimento Brasileiro de Alfabetização). Questionado se ele poderia estar
desqualificando seu cliente, o advogado respondeu que não. “De forma alguma.
Ele é um homem simples. Não o estou desrespeitando”, disse.
Numa das gravações,
Vavá conversa com Nilton Servo sobre “máquinas”. A PF acha que são
caça-níqueis, mas o advogado de Vavá diz que são máquinas de “terraplanagem”.
Numa outra conversa, Vavá pediu dinheiro para Servo: “Ô, arruma dois pau pra
eu (sic)?”. O filho de Vavá, Edson Inácio, afirmou que o pai ganha pouco mais
de R$ 2 mil por mês de aposentadoria e pediu dinheiro emprestado a Servo. “Com
dificuldade financeira, pediu dinheiro por amizade e necessidade”, disse.
O advogado de Vavá
também disse que o fato de ser irmão do presidente Lula pode atrair pessoas
mal-intencionadas, achando que ele pode conseguir algo. “Por ser irmão do
presidente, é possível dizer que as pessoas se aproximavam e faziam pedidos
acreditando que ia haver avanço”, ressaltou Alfonso.