Genebra: reunião da OIT
apóia decisão da Venezuela e repele proposta favorável à TV
golpista
A Organização
Internacional do Trabalho (OIT) rejeitou a proposta da Fedecámaras - entidade
patronal que forneceu o seu então presidente, Pedro Carmona, como o brevíssimo
ditador do fracassado golpe de 2002 -, para enviar uma comissão “de alto
nível” para Caracas com o objetivo de “examinar a liberdade de expressão no
marco do caso RCTV”, afirmou o Ministro do Trabalho e Seguridade Social da
Venezuela, José Ramón Rivero, durante a 96ª Conferência da OIT, que se realiza
em Genebra.
“Isso ficou
absolutamente derrotado. Não houve eco por parte da OIT em relação a isso. Não
puderam, embora tenham fieto de tudo, recorreram a todas as calúnias para que
se montasse essa comissão e não conseguiram”, ressaltou o ministro.
Ramón destacou ainda
o apoio unânime à Venezuela de vários países como Cuba, Irã, Índia, Cuba,
Bielorrúsia, e também o apoio de trabalhadores de todo o mundo no caso da RCTV.
Na Comissão de
Normas da reunião anual da OIT, a coordenadora geral da União Nacional dos
Trabalhadores da Venezuela, Marcela Más-pero, e representante da Federação
Sindical Mundial, denunciou que, ao contrário da democracia pregada pelos EUA,
o que ocorre lá são abusos aos direitos dos trabalhadores. “Os EUA violam o
convênio sobre o diálogo social e não ratificam os convênios sobre a liberdade
sindical e negociação coletiva”.