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RCTV e TV estatal

A posição de nosso Senado de condenar a não-renovação da concessão de televisão pelo presidente Chávez do canal golpista venezuelano, revela uma postura antidemocrática, privatista, que reforça o acerto da nova Constituição venezuelana de haver extinto o Senado e adotado o sistema unicameral. Se os principais países da Europa e da Ásia (Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Japão, China e outros) têm o direito de ter como sua principal estação de televisão uma TV estatal, mais educativa, porque nós aqui na América Latina não podemos ter o mesmo direito? Nós por acaso somos a lixeira do mundo? É sumamente provável que se a nossa principal TV fosse estatal, como ocorre nos países acima citados, o nível cultural do nosso povo seria muito mais elevado. Depois que o presidente Chávez estatizou (cumprindo todas as exigências legais, como o fez no caso da RCTV), a principal empresa de telecomunicações da Venezuela, as tarifas telefônicas já foram reduzidas em 10%, nos próximos meses serão reduzidas em mais 10% e logo a telefonia será estendida a todas as cidades com mais de 500 habitantes. Isso não significa mais liberdade de informação e comunicação? Para quem é a liberdade que querem os apoiadores daquela família golpista que controlava o principal meio de comunicação do país há mais de 50 anos?

Rafael Tramm – São Paulo (SP) 

Privatização de Serra

Só faltava mesmo essa: após fazer, em sua curtíssima estadia na Prefeitura paulistana, um projeto que prevê a construção de pedágios e a privatização das marginais Tietê e Pinheiros, José Serra, agora à frente do governo estadual, anunciou a privatização das únicas rodovias que ainda restam nas mãos do Estado. Como se não bastasse, também privatizará o Rodoanel Mário Covas - aquela minúscula alcinha em que se transformou um projeto que deveria circundar toda a Região Metropolitana de São Paulo. O negócio do Serra é mesmo trucidar e sobretaxar o povão. Basta de pedágio! Basta de privatização!

João Henrique Soares - São Paulo (SP) 

Jornal idiota

Não consigo me livrar desse jornal idiota. Há um ano, a Folha me ligou oferecendo uma assinatura gratuita e sem compromisso por 3 meses. O vendedor vai falando com você sem parar e pedindo seus dados, até que ele pega o número da sua conta. Só que eu não sabia que qualquer mané que tem o número da sua conta e do seu CPF pode te colocar no débito automático. Eu fiquei muito irritado porque não haviam me dito que iriam colocar a assinatura no débito automático após o final dos 3 meses. No final do ano, eu resolvi cancelar o débito automático da Folha, pois isso estava me incomodando. Duas semanas depois, a Folha voltou a ligar oferecendo de novo a assinatura, eu não concordei e eles colocaram de novo no débito automático, eu cancelei novamente. Dai a Folha começou a ligar perguntando sobre o pagamento, eu disse que queria cancelar a assinatura. Só que é impossível cancelar a assinatura deste pasquim, a atendente não te deixa cancelar, fica perguntando porque você quer cancelar, mas o jornal te dá muitas informações, etc, eu só quero cancelar a assinatura, não preciso dar explicações da minha vida para a garota do telemarketing. Depois de 10 minutos “aguardando” eu tinha que trabalhar e desliguei o telefone. Uma semana depois, eles ligam novamente e dessa vez aceitam o fato de que eu não quero mais o jornal. Estou livre dessa merda de jornal? Não, tenho agora que pagar os jornais que eles mandaram sem eu querer, só que não é só pagar e pronto, tem que ser um depósito identificado na boca do caixa do Bradesco e depois mandar um fax e tal. Ou seja, eles te oferecem um jornal por três meses sem compromisso e depois eu nunca mais posso me livrar. Eu nunca mais vou comprar este jornal e vou dedicar a minha vida em fazer campanha contra ele para todas as pessoas que eu conheço, pois o setor de assinaturas mostra bem o nível moral da Folha.

Leonardo Varuzza - Sao Paulo (SP) 

Greve da USP

Como estudante, fiquei orgulhosa de ver como o movimento estudantil, os professores e os trabalhadores da USP resistiram até o governo alterar os decretos que atropelavam a autonomia universitária. Se os movimentos sociais se unissem sempre, dificilmente nossos governantes cometeriam atos contrários aos interesses da população. Achei essa greve uma grande demonstração de força e de que é possível vencer pois, como diz o velho ditado, a união faz a força.

Vanessa de Almeida - correio eletrônico

Efeito estufa

Há muito o povo se preocupou em desbravar, cultivar e tirar o máximo do solo. A terra não é diferente de um ser vivo que cresce, evolui, cansa e morre. Ao longo de muitos anos a terra foi usada indiscriminadamente como se fosse inesgotável e nada foi feito para a preservação desse patrimônio que caminha em direção à extinção. A Terra é a mãe que alimenta os seus filhos. Até agora os problemas surgidos não são irreversíveis, bastando que a humanidade se conscientize da necessidade de uma atitude séria e eficaz para mudar esse quadro ameaçador do efeito estufa que está gerando vários efeitos como o degelo dos pólos e das montanhas do Himalaia, os tornados, chuvas desregradas, enchentes e problemas imensuráveis em conseqüência do efeito estufa.

Paul Morin - correio eletrônico
 

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15/06/2007
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